coisas aleatórias

Então, eu faço 23

novembro 17, 2017


Há alguns meses eu  falei em um post (sobre uma amostra de inferno astral que já estava acontecendo desde setembro) que não sou muito fã de fazer aniversário. Dito isso, hoje, 17 de novembro de 2017, completo 23 anos de vida. Como em vários anos desde que eu consigo me lembrar, algo terrível aconteceu poucos dias antes da minha data. É por isso que, dentre outras coisas, eu sempre me sinto estranha quando o mês de novembro começa e algum tipo de cronometro invisível dispara inciando uma espécie de contagem regressiva. Sempre me vem aquela sensação de "qual vai ser a bosta da vez?". Já teve tio bebado ameaçando se matar, gente ficando muito doente, familiar de familiar falecendo e, a cereja maldita do bolo deste ano: minha avó encerrou sua existência na Terra, faleceu depois de três meses terríveis, há não mais do que 20 dias. Não consigo ficar animada para festejar, não consigo fazer planos, não consigo gostar de fazer aniversário. São muitos traumas, sempre perto da minha data. Mas eu vou. Já comprei até o look do diiiia, porque existem pessoas que querem comemorar 23 anos da minha vinda ao mundo. Tem gente que é feliz porque eu existo. Tem gente que gosta de festa e quer festejar comigo. E eu gosto dessa parte, de saber que essas pessoas existem. Mas acho que nunca vou deixar de ter esse sentimento estranho de premeditação, de esperar que algo dê errado na minha data ou perto dela. 

Desculpem o melodrama, mas é tudo verdade. 
Enfim.
Parabéns pra mim.
23 anos com carinha de 18 e disposição de 87.
Quem sabe daqui  um ano eu tenha coisas mais felizes para compartilhar. 

🎂

cotidiano

Um FDS cultural como eu sempre sonhei

outubro 16, 2017

Então, eu fui ver o musical Os Miseráveis. Nessa saga de ler o livro, acabou surgindo a oportunidade de assistir a essa super produção nesse último sábado. Fui com a minha BFF e companheira de leitura na sessão das 16h, no Teatro Renault. Pegamos lugares na platéia VIP e, no segundo em que o maestro começou a reger uma orquestra maravilhosamente afinada, eu já comecei a chorar. Foi uma emoção indescritível, eu sou completamente apaixonada por essa trama de Victor Hugo há tempos. O elenco estava impecável. Aquelas vozes me tocaram profundamente, foi uma experiência incomparável com qualquer outra. Não dá para descrever o que eu senti ao ver os atores contracenando no palco ou em seus momentos solo. Todas as cenas foram impecáveis, bem sincronizadas, a sintonia e o trabalho duro eram visíveis! Teatro é uma coisa diferente de todos os outros meios. Só assistindo para compreender. Na saída, fomos presenteadas com essa iluminação nas cores da bandeira da frança, fechando com chave de ouro uma tarde/noite perfeita!

Vive la France !

Deixo a seguir o vídeo oficial da peça. Valeu cada centavo!!


Continuando com os passeios culturais do fim de semana (um fim de semana ideal no meu sonho de ser a paulistana que passeia pela cidade aproveitando o que ela oferece de melhor), no domingo, fui com minha querida amiga e com minha cunhada na exposição do Castelo Rá-Tim-Bum, no Memorial da América Latina. 


Na exposição é possível conhecer um pouco dos bastidores dessa produção que marcou a infância de muita gente, além de nos transportar para dentro dos cenários e permitir uma certa interação com alguns objetos. Realizei um sonho risos. A jornada começa, como não poderia deixar de ser, com o Porteiro. Ao entrarmos, nos deparamos com uma maquete do castelo e em seguida somos levados ao universo cor-de-rosa da Penelópe (uma das minhas personagens favoritas, confesso).  Em seguida, vamos para o espaço sideral com Etevaldo (♥♥♥), esse foi um dos espaços que mais gostei apesar de me deixar meio zonza. A próxima atração é o trio Biba, Pedro e Zequinha e seus figurinos coloridos como todo o resto. Na sala seguinte, o Telekid nos diz que "porque sim, não é resposta" enquanto acompanhamos trechos de alguns episódios. Os próximos personagens que encontramos são Tap e Flap, Godofredo e Mau, Professor Abobrinha, Tíbio e Perôni (e o laboratório deles!!). 


Depois, começamos a chegar nas partes mais aguardadas do Castelo. Damos de cara com o Relógio e um Nino digital. Nessa sala encontramos o piano, o Circo, aquela caixa geométrica e muitas outras coisas. A seguir, entramos no espaço do Tio Victor. Ali, uma luz forte pisca de tempos em tempos (imagino eu que eram os raios e trovões!). O próximo ambiente é o meu favorito: A biblioteca e o Gato. Quase surtei ali dentro! Também é possível entrar no lustre, conhecer a Caipora, a cozinha, Bongô, o Ratinho, os Dedos, o quarto da Morgana (a Adelaide!!!), o quarto do Nino e, finalmente, a Celessssste!!! Foi muito divertido.

Uma publicação compartilhada por Gabriela de Sanctis (@gsanctis)
Além da exposição, ainda aproveitamos o Festival da Batata que ainda estava rolando por ali e torramos um dinheirinho nas feirinhas (que vendem MUITOS Funkos diferentões, eu queria levar todos!). 

Então, é isso! Esse foi meu super fim de semana cultural. Espero repetir a dose mais vezes.

🎪

50 perguntas

Se chorei ou se sorri

outubro 04, 2017


A segunda questão daquela listinha com 50 perguntas para libertar a mente é  "O que é pior: falhar ou nunca tentar?" Bom, às vezes eu penso que as duas coisas são ruins. Quero dizer, existem situações na vida em que a gente simplesmente sabe que não vai dar certo. Eu passo por isso sempre (ou talvez seja o meu complexo de inferioridade me dizendo que sou incapaz, mas quem sabe?). Outras vezes, penso que se eu não tentar nunca vou descobrir se vai dar certo ou não. Durante a faculdade eu tive que fazer isso muitas vezes: arriscar. E foi ótimo, colhi muitos frutos, mas parece que voltei à fase de querer segurança e ficar na minha zona de conforto. "Isso não é pra mim", "tem gente que faz melhor", "pra que tentar se eu não sou boa o suficiente", etc. Aquela série de pensamentos bosta que matam qualquer sonho. 
Eis que nas últimas duas semanas retomei aos pouquinhos a escrita do meu tão sonhado best-seller risos. Voltei timidamente, re-planejando meu plot, revisando o que já foi escrito (e foi bastante, mais especificamente 272.271 caracteres ou 193 páginas do Word. Esse talvez seja o meu maior sonho, publicar um livro. Dar vida para essas pessoas na minha cabeça. Comecei a escrever essa historia há 7 ou 8 anos no meu primeiro blog. Era crua, simples, mas me encantava ver aquilo tomando forma. Eu devia ter uns 14 anos. Era lindo. Mais tarde, excluí o blog e abandonei a história em uma pasta do computador. Não tinha vontade de fazer mais nada (podem entrar depressão e ansiedade que conviveram comigo dos 11 aos 20 anos). Depois, resolvi voltar. Aquelas pessoas não me deixavam quieta. Eu sonhava com elas, pensava nelas, as escutava conversar e viver na minha cabeça. Eles precisavam que eu contasse suas histórias. Me preparei, fiz esboços, planejei, anotei, basicamente desenhei toda a história. Só faltava escrever. E eu escrevi, o que antes era tosco e rudimentar, ganhou corpo, começou a ser recheado. Tinha vida novamente. Mas eu parei de novo. Mais uma vez não sentia vontade de fazer nada. E meu sonho mais uma vez foi colocado de lado. Mas nessas últimas semanas me peguei pensando muito sobre meus personagens, sobre a minha trama, minhas ideias... Voltei a respirar e sonhar com esse universo. Voltei a planejar e, melhor ainda, voltei a escrever. Dei novos rumos, a história está se desenvolvendo. Talvez até o fim deste ano minha criação seja finalizada, talvez esses personagens finalmente consigam seguir seus caminhos. 
Então talvez, só talvez, seja melhor tentar, pensar que "pelo menos eu fiz alguma coisa sobre isso". Se der errado, pelo menos você não ficou parado. Mas, se der certo, vai ser incrível. Espero continuar nesse bom humor e com esse sentimento de positividade, de que as coisas são possíveis. Que tudo vai dar certo...




Resumão

Um resumão do meu mês - Setembro

outubro 02, 2017

Depois de quase um mês inteiro longe do blog, com 4 ou cinco posts para fingir que eu tenho tudo sob controle na vida, chegou o dia de TCHANAM fazer aquele resumo maroto do meu mês. Ou seja, falar que fiz vááários nadas durante setembro. 

Não vou nem me dar ao trabalho de dividir o Vi, Li e Fiz porque foi pouco mesmo, então vou resumir. Comecei a ver Luke Cage, e essa á única novidade no mundo das séries. Assisti Made in America com mozão, muito bom o filme, mas Tom Cruise parece que faz sempre o mesmo personagem. Contínuo na saga de ler Os Miseráveis e, com a graça de Jesus, consegui avançar na leitura de Ecos do Futuro parte 1. Notei que ficar "presa" lendo Os Miseráveis tem feito com que eu deixe os outros livros de lado, mas isso vai mudar este mês (se a graça do senhor Jesus permitir).

Esse mês promete! E digo isso por 1) eu e minha querida amiga Ana já compramos os ingressos para ver a peça Les Misérables no teatro Renault E 2) também vamos na exposição do Castelo Rá-Tim-Bum também! Tudo no mesmo fim de semana. Vai ser lindo!


Tomei vergonha na cara e voltei a escreve (ou planejar pelo menos) o meu livro. Fazem 6 fucking anos que eu comecei a escrever e de lá para cá foi um vai e volta sem fim (ia fazer uma comparação bem feia aqui agora, mas, né, vou ser phyna). Tomei a decisão de pegar firme nesse projeto e acho que agora vai (inclusive criei uma pastinha com todo o material separadinho em começo, meio e fim que tem "agora vai" no nome risos. Tô com fé que vou virar best seller e ficar ryca um dia igual J.K. 

Fora isso, só tenho a dizer que entra ano, sai ano, minha vontade de viver nos EUA somente no mês de outubro é imensa por motivos de HALLOWEEN. Sim, eu sou a rainha gótica das trevas e amo Dia das Bruxas (apesar de não ir nas fextinhas porque odeio pessoas). Talvez TALVEZ eu sugira para mozão que a gente vá em alguma esse mês. Aguardemos.

É isso. Mais um mês em que a minha vida literária foi parada. Mais um mês em que a minha meta de leitura do Skoob está cada vez mais longe de ser cumprida. Fazer o quê. Um dia eu paro de procrastinar.

É isso!

👻

50 perguntas

Bad vibes do inferno

setembro 27, 2017

Com um título que bem poderia pertencer a um pequeno conto de terro cômico, inicio este post dizendo que meu aniversário está próximo e, como em todos os anos desde que eu consigo me lembrar, a bad começa a bater forte (esse negócio de inferno astral somente 30 dias antes da data é só com vocês, comigo começa logo com uns três meses de antecedência, mas até que esse ano chegou mais tarde já que só falta um mês e meio basicamente).


Eu sempre ODIEI fazer aniversário. Até os 13 anos, mais ou menos, era porque eu tinha aquela sensação de ter obrigações nessa data. Tipo, eu TINHA que comemorar, eu TINHA que dar uma festa, eu TINHA que receber os migos da igreja que a minha mãe frequenta, na MINHA festa não podia ter brejas e música porque ONDE JAH SE VIU OS MIGOS DA IGREJA OUVIREM ISSO? Então eu comecei a fazer a louca e dizer que não queria festa nenhuma, não saía para comemorar com ninguém, nem com os meus amigos (na verdade eu nem tinha amigos nessa época, mas né, segue o jogo) e, no final das contas, rolava um bolinho e uns salgados em casa comigo, meu pai e minha mãe "só para não passar em branco" (o primeiro aniversário assim foi o de 10 anos, sim, sofro desde cedo). Mais tarde, comecei a chamar os primos pra essa data e ai rolava uma festinha de família. Dos 14 aos 22 (coloque aqui o símbolo do infinito porque sou uma vampira pirigótica rainha das trevas) eu e meus amigos (agora sim, MEUS amigos) criamos a tradição de ir comemorar todos os fucking aniversários de todo mundo numa esfiharia. Ok, então começa a parecer que eu gosto de aniversários, mas na verdade NÃO, eu gosto de sair pra comer com meus amigo, mas, devido a uma coisa chamada "vida adulta" a gente acaba fazendo um esforço maior para se reunir nessas datas. Hoje, comemoro com mozão (ainda vamos falir de tanto que saímos pra comer), coms os meus pais e, às vezes, ainda com os primos (além do rolê das esfihas com os migos).
Quando eu fiz 20 anos, a depressão começou a bater por causa da idade mesmo. Tipo? Não tem volta, tá ligado? Daqui para frente só piora, você só fica mais adulto e tem que agir como tal e os boletos não param de chegar. Não quero.
Então, tudo isso para responder a primeira pergunta daquela TAG gigantesca sobre 50 perguntas que irão libertar a sua mente que eu trouxe pra cá outro dia. Bom, o primeiro item a ser respondido é: Quantos anos você teria, se você não soubesse quantos anos você tem?

Eu particularmente poderia ter 10 ou 55. Sim. Porque tem dias que eu sou tão responsável que pareço uma amálgama do meu pai e da minha mãe (o que realmente sou, né não?), mas, em outros, sinto que se me derem um conjunto novo da Polly Pocket e uns ursinhos eu sou capaz de passar o dia brincando no quintal. Esse negócio de idade é muito da cabeça mesmo. Tem dias que eu penso "nossa, sou muito jovem ainda (jovem ainda), tenho toda a vida para realizar meus sonhos, viajar, lançar meu livro...", ai no dia seguinte eu tô desesperada porque vou fazer 23 anos e nunca viajei pra fora do BR, não tenho emprego (apesar de ser recém-formada e ter trabalhado o ano inteiro na área - coisa que é uma grande vitória, porque não tá fácil pra ninguém), sou cobrada sobre quando e quantos filhos vou ter (??????), quando vou sair de casa, que a filha da prima de 5º grau fez pós em Harvard e agora ganha 15 mil reais por mês. GENTE PARA TUDO. É muito difícil ser jovem adulto (oi The Sims). É por isso que hoje a gente vê muito mais gente fazendo terapia ou se matando (desculpa pelas palavras, mas é a verdade). São cobranças absurdas, dá um tempinho pra gente. 

Queria ter alguma coisa motivacional para dizer, mas a real é que não tenho. Às vezes parece que eu tenho tudo bem resolvido, mas não dura nem meia hora essa sensação. Acho que o negócio é ir tocando o barco e tentar não enlouquecer no meio do caminho.



P.S. que não tem nada a ver com o post: essa semana comecei a ver pessoas curtindo as publicações de um tal de grupo LDRV (acho que é isso). Primeiro pensei que eu via porque as pessoas estavam curtindo, ai abri o grupo e vi que era "grupo fechado. GENTE, em nome de Jesus, eu nunca entrei nesse grupo, como isso é possível? Quem me enfiou ali no meio? Por que eu não saí ainda? Ok. É isso.

PAZ

50 perguntas

50 perguntas que irão libertar a sua mente

setembro 19, 2017

Olha nóis aqui de novo com uma TAG/desafio gigantesca(o)!! Eu sou muito dessas pessoas que começa de tudo e não termina nada (vide 52 semanas, 30 cartas, etc.). Mas, a vida tá ai pra gente continuar tentando, né? Segue o baile! 


Como tô sentindo falta do BEDA, apesar de não ter conseguido cumprir os 31 dias (#chateada), achei legal ter (mais) uma lista de perguntas que servem de pauta. Sinto como se tivesse um dejà vu cada vez que digo isso. Mas enfim. Já vi essa TAG/desafio em vários blogs, tanto antes quanto durante o BEDA, mas hoje me inspirei em trazer para cá depois de ver a primeira resposta da Ana, do Suspirare. Bom, vamos lá!

As perguntas são:

3) Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
4) Quando estiver tudo dito e feito, você vai ter dito mais do que você fez?
5) Qual é a única coisa que você mais gostaria de mudar em relação ao mundo?
6) Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho iria torná-lo rico?
7) Você está fazendo o que você acredita, ou você se contenta com o que faz?
8) Se a média de vida humana fosse de 40 anos, o que você faria de diferente?
9) Até que ponto você realmente tem controlado o rumo que sua vida tomou?
10)Você está mais preocupado em fazer as coisas direito, ou fazer as coisas certas?
11) Você está almoçando com três pessoas que você respeita e admira. Todos começam a criticar um grande amigo seu, sem saber que ele é seu amigo. A crítica é estranha e injustificável. O que você faz?
12) Se você pudesse oferecer somente um conselho a uma criança, qual seria?
13) Você quebraria a lei para salvar um ente querido?
14) Você já viu insanidade onde mais tarde viu a criatividade?
15) O que é algo que você sabe que você faz diferente da maioria das pessoas?
16) Como pode as coisas que te fazem feliz não fazer todos felizes?
17) O que uma coisa não é mesmo feito que você realmente quer fazer? O que está prendendo você?
18) Você está segurando em algo que você precisa deixar de ir?
19) Se você tivesse que mudar para um estado ou país, além deste que está vivendo atualmente, para onde é que você se mudaria e por quê?
20) Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que isso faz o elevador ir mais rápido?
21) Você preferiria ser um gênio preocupado ou um simplório alegre?
22) Por que você, é você?
23) Você é o tipo de amigo que você quer ter como amigo?
24) O que é pior, um amigo se afastar, ou perder o contato com um bom amigo que mora bem perto de você?
25) Pelo o que você é mais grato?
26) Você preferiria perder todas as suas memórias de infância, ou nunca ser capaz de fazer novas memórias?
27) É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
28) Seu maior medo já se tornou realidade?
29) Você se lembra aquela vez a 5 anos atrás quando você estava extremamente chateado? Será aquilo realmente importa agora?
30) Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
31) Em que momento do seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
32) Se não agora, então quando?
33) Se você não conseguiu ainda, o que você tem a perder?
34) Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo como se você tivesse acabado de ter a melhor conversa?
35) Por que as religiões, que apoiam o amor causam tantas guerras?
36) É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mal?
37) Se você ganhasse um milhão de reais, você sairia do seu trabalho? 
38) Você prefere ter menos trabalho a fazer, ou mais trabalho daquilo que você realmente gosta de fazer?
39) Você já sentiu como já tivesse vivido este dia uma centena de vezes antes?
40) Quando foi a última vez que você se arriscou no escuro com apenas a esperança do brilho suave de uma ideia que acreditava piamente?
41) Se você soubesse que todos que você conhece iriam morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
42) Você estaria disposto a reduzir sua expectativa de vida por 10 anos para se tornar extremamente atraente ou famoso?
43) Qual é a diferença entre estar vivo e viver verdadeiramente?
44) Quando é hora de parar de calcular o risco e recompensa, e ir em frente e fazer o que você sabe que é certo?
45) Se aprendemos com nossos erros, por que estamos sempre com medo de cometer um erro?
46) O que você faria diferente se você soubesse que ninguém iria julgá-lo?
47) Quando foi a última vez que você percebeu o som de sua própria respiração?
48) Quem você ama? Alguma de suas recentes ações expressou abertamente este amor?
49) Em 5 anos a partir de agora, você vai lembrar o que você fez ontem? E quanto ao dia antes? Ou no dia anterior que?
50) Decisões estão sendo tomadas agora. A pergunta é: Você está fazendo-as para si mesmo, ou você está deixando que os outros façam por você?


E, assim, me meto em um novo desafio. Como sempre digo, não sei quando vou responder tudo, MAS, quem sabe amanhã não sai um postzinho novo? Hein? Muito bom. Agora que tô desempregada/sem frila real oficial o tempo livre tá, ó, uma beleza (e a depressão, bad feelings e vontade de morrer também, mas né, isso a gente põe um sorriso na cara e finge que tá tudo ok).


Bjones
💩

escrita

Small Words #3: Marina

setembro 18, 2017

Escrevi o texto abaixo em 2012. Procurando algo para postar no blog, me deparei com ele numa pastinha de textos antigos. Quase não editei. É bacana perceber o quanto minha escrita evoluiu de lá para cá, mas também o quanto, acredito eu, ela já dava sinais de ser boa. Cinco anos depois, é bom perceber que as coisas mudam, que a vida segue, que o que parecia algo enorme, era, na verdade, uma partícula de poeira insignificante, que ficou para trás, que passou, parou de doer porque não era nada demais. Mas, ah, a adolescência. Tudo parecia tão enorme; qualquer acontecimento era o fim do mundo. Era tudo muito intenso, exagerado. Que bom que a gente cresce e vê que não é nada disso. 
Vou deixar vocês lerem agora!
P.S.: Por que "Marina"? Não sei. Sempre gostei desse nome.


MARINA
Marina saiu cedo de casa. A manhã estava fria e caia uma chuva fina que, entre outras coisas, disfarçava as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto. Há algum tempo seu coração fora partido e, como alguns de nós sabemos, a dor era tão insuportável que até seu estômago doía. Talvez fossem as borboletas que aos poucos se metamorfoseavam e tornavam-se novamente lagartas. E a devoravam.
Talvez fosse o medo, rasgando-a com suas garras afiadas. O medo da dor. De que ela pudesse doer mais. Se isso acontecesse, ela não suportaria.
As poucas gotas se transformaram, de repente, em tempestade. O vento açoitava seu rosto pálido e suas bochechas ficaram cor-de-rosa. Marina enrolou-se mais em seu casaco marrom e apressou o passo. Ela só queria chorar e ir para o lugar mais longe que conseguisse. Queria esgotar todas as suas forças e talvez, milagrosamente, a dor parasse de doer.
Ela se sentia tão ridícula, tão boba. Os sinais estavam todos lá, mas ela estava tão apaixonada, tão cega. Seu coração pesava no peito. Parecia que havia dobrado de tamanho e que poderia explodir a qualquer momento. Passara a noite anterior chorando desesperadamente até dormir... E acordara chorando. Foi então que resolveu caminhar para lugar nenhum.
Justo ela que sempre viu como idiotas as pessoas que se martirizavam depois de romper um relacionamento. Apesar de a relação dela com ele não ser nem um pouco parecida com um relacionamento. Parecia uma piada de mau gosto. Uma, como ela passou a chamar, linha amorosa. Ela o amava, ele amava outra e a outra amava qualquer um. Mas, apesar disso, ele fazia com que Marina se sentisse tão bem. Beijava-a na testa e a abraçava. Fazia-a rir sempre. E sussurrava promessas de amor, que morriam ao sair daqueles lábios que ela tanto desejava. Infelizmente ela percebeu tarde demais, só depois que os danos ao seu coração já eram irreparáveis.
Ela não gostava de fazer drama. Não suportava pessoas que diziam que iriam morrer após terminar um namoro. Mas agora ela entendia. Agora ela percebia que não era exagero. Só que tem o coração partido sabe como dói. Só quem já foi extrema e verdadeiramente machucado consegue entender o desespero, a escuridão que se instala em seu peito, em sua vida. E agora Marina sabia como era sentir-se vazia, apesar de toda a dor.
Depois de uma hora caminhando seus pés começaram a latejar. E ela percebeu que isso era bom. A dor física fazia com que ela esquecesse, mesmo que por alguns segundos, da tortura mental a que estava sendo submetida.
Com a visão embaçada pela chuva e pelas lagrimas ela viu um bar e resolveu entrar ali. Escolheu uma mesa no fundo e dirigiu-se para lá sem se importar com a água que escorria de seu corpo e ensopava o chão. Só depois ela percebeu que não faria diferença uma vez que o chão já estava todo molhado.
Começando a pensar com mais clareza, pediu um chocolate quente e tirou o dinheiro do bolso interno do casaco. O atendente lhe entregou uma grande xícara e ela agradeceu pelo calor que esta irradiava.
Pensamentos sombrios continuavam açoitando sua mente. Droga, já fazia mais de um ano. Porque ela não conseguia esquecê-lo? Não conseguia pronunciar seu nome, mas também não parava de pensar nele. Ou melhor, não conseguia parar de pensar no que poderia ter sido. No que eles poderiam ter sido juntos. Ela tinha sonhado tanto. Cada vez que o via seu coração quase parava de bater e ela ficava tão feliz. Cada abraço dele fazia com que ela se sentisse segura, mesmo que ele só a abraçasse às vezes. No fundo ela sabia que a culpa era dela, que ela tinha se iludido sozinha. Mas ele tinha sua parcela de responsabilidade. Ele sabia que ela estava apaixonada, não saia? Ela havia falado 'eu te amo' tantas vezes. Até um cego veria o quanto ela o amava. E às vezes parecia que ele a amava também. Ele fazia parecer, com seus carinhos e sussurros de amor. Marina se contentava com as migalhas que ele lhe dava. Qualquer segundo em que ele fosse apenas dela era precioso demais. Até o dia em que ele resolveu tirar dela o sorriso. Arrancara-o de seu rosto com palavras frias. Palavras que varreram do corpo dela qualquer alegria que já existira alguma vez. Deixando-a vazia, fria e com medo.
E mesmo depois de um ano, a dor ainda a corroía de vez em quando. Ela sentia raiva da situação. Sentia ódio por ter medo de amar alguém de novo. Às vezes pensava que jamais seria capaz de entregar seu maltratado coração para outra pessoa. Cada vez que chegava perto disso, ela recuava imediatamente. Ela desconfiava de todos. Doía só de pensar que poderia ser esmagada e trucidada novamente. O que a açoitava de vez em quando eram as lembranças do que ela havia sonhado para os dois. Do amor que ela poderia ter dado para ele. Lembranças de um futuro que nasceu, cresceu e morreu, mas nunca existiu de verdade. Só em seus sonhos.
A chuva lá fora ficava cada vez mais forte. Ventava cada vez mais forte. E, dentro dela, a dor doía. Cada vez mais forte. Seus pensamentos eram tão contraditórios. Num segundo decidiu que não o amava mais, que não sentia mais nada. No outro o culpou por não a deixar amar outra pessoa.
Voltando para a realidade, percebeu que terminara seu chocolate quente. Mal sentiu o gosto. Resolveu ir embora. Voltar para casa. Tomar um banho quente e se distrair com qualquer coisa.  Precisava de tempo. Apesar de ter descoberto, da maneira mais miserável possível, que, ao contrário da crença popular, o tempo não cura. O tempo não concerta. Ela descobriu que o tempo, e as decepções, te fazem mais forte, te tornam frio. Ajudam a seguir em frente. O tempo muda o foco, direciona. Mas não cura.

👸
 Ah, mas o tempo cura sim, minha querida. Ele transforma, ensina, repara... 

Resumão

[Insira um título aqui]

setembro 15, 2017

Olá queridas pessoas! Como vão? 

Após um BEDA incompleto e quase falido, venho através deste post dizer que 1) estou viva; 2) muitas coisas aconteceram e 3) tá difícil lidar com a vida. Nesses vários dias que fiquei desaparecida, fiquei doente pelo menos umas 3 vezes seguidas (garganta inflada, gripe, alergias nesse tempo seco). Tive que trabalhar like a condenada porque entrei numa grande furada, mas aprendi minha lição. Não consegui ler Os Miseráveis por quase duas semanas, mas voltei ao cronograma (li quase 300 páginas em 2 dias, com muita força vinda dos céus porque eu estava sob efeito de anti-alérgico e quem já tomou anti-alérgico sabe o quanto esta merda dá sono. Para quem nunca tomou: teve um dia na semana do feriado em que eu dormi apoiada na maquina de lavar, no futuro posso dar detalhes melhores). Também vi alguns filmes da Netflix, o que é um grande milagre porque, como eu já disse umas mil vezes neste blog, não tenho maturidade e paciência para ver filmes sozinha. Comecei uma série nova, yay!

Vou fazer um resuminho breve do que vi, fiz e li nesses dias que fiquei ausente (e sim, isso inclui um resumo de agosto e dessa primeira quinzena de setembro) porque ainda não estou com cabeça para escrever um post bem decente (além das minhas enfermidades aconteceram mais umas coisas bem fodas), mas pretendo me tornar uma pessoa (blogueira) melhor logo logo. 

Vamos lá!


SOBRE O QUE EU VI




Dos três filmes que vi, gostei MUITO de O Espaço Entre Nós, apesar de não ser bem o que eu imaginei quando vi o trailer. A pegada do filme é muito boa, essa ideia de alguém nascer em Marte e vir para a Terra é bem legal também e tem umas reviravoltas que você não espera... mas sempre acho meio awkward ver adolescentes transando (desculpa sociedade, eu sei que é assim a vida, mas não sei lidar). De qualquer modo, recomendo muito! Também gostei bastante de Onde Está a Segunda?. Confesso que assisti mais por conta da atriz (amo a Noomi Rapace desde que ela virou a Lisbeth Salander nos filmes da Millenium. Amo a Lisbeth desde que conheci ela nos livros do Stieg Larsson <3). O filme começa meio paradão, depois vira só ação até o fim. Eu achei o final meio manjado, mas, é bom. Sobre Nu, bom, é uma comédia daquelas bem toscas, mas cumpre o papel de fazer a gente rir.

Das séries: finalmente mozão e eu terminamos de ver Designated Survivor. Demoramos muito mais do que o necessário porque nossas agendas são sempre lotadas e, como queríamos ver junto, foi difícil. A série é sensacional, eu recomendo demais e estou buscando coisas parecidas para ver. Mandem recomendações! Comecei a ver KillJoys. O nome me chamou a atenção por causa de PRESTEM ATENÇÃO My Chemical Romance. Entendedores entenderão. obrigada, de nada. Vi somente um episódio e até que me interessei, dou meu veredicto quando terminar.


As coisas que eu li e fiz podem ser resumidas juntas:
Continuo na saga de ler Os Miseráveis. Estou lendo ainda Ecos do Futuro - Parte Um (no Kindle ele é volume único, mas eu ainda estou na primeira parte dos livros físicos). E é isso. Não fiz muita coisa além de ficar doente e trabalhar. 

Espero voltar em breve com mais organização, escrita criativa, coisas interessantes para contar e posts legais.

É isso!

PAZ

BEDA

BEDA #26 - Estamos quase no fim e hoje teremos TAG

agosto 30, 2017

Meu Deus do Céu, hoje é dia 30 de agosto! Eu nem acredito que esse mês infinito passou numa velocidade mais normal. O BEDA é, realmente, um milagre da Internet. Como essas últimas semanas foram beeeeem tensas, falhei em alguns dias de postagem e não consegui pensar em nada tão legal ou complexo para hoje, então resolvi fazer essa TAG que vi no blog da Manu (Beyond Cloud Nine). Bom, vamos tocar o barco e seguir em frente! Amanhã é dia de comemorações blogstícas e preciso pensar em algo bem decente para escrever aqui risos.



TAG 3 COISAS:

3 nomes pelos quais você atende:
  1. Gabi
  2. San
  3. Gabriela? 
3 nomes de "tela" (usernames, nicknames, e afins):
  1. Charlote456 (longa história e na verdade só uso na minha conta do Origin)
  2. Sanctisgabi
  3. Gsanctis 
3 Coisas que você gosta em você:
  1. Minha capacidade de colocar ordem NO BARRACO, PORRA
  2. Ser capaz de improvisar e escrever um texto/matéria me virando nos 30 e ficar bom
  3. Minha deboísse (ou seja, ser de boas) aguda 
3 Coisas que você odeia/não gosta em você:
  1. A procrastinação que não me deixa
  2. Overthinking
  3. Minha auto-estima é bem baixa as vezes 
3 Coisas que você gosta nos outros:
  1. Pessoas de risada fácil
  2. Gente que não é falsiany
  3. Não ter o ego do tamanho do mundo 
3 Coisas que você odeia/não gosta nos outros:
  1. Pessoas que não cumprem com horários/compromissos
  2. Gente que se acha (a.k.a têm rei na barriga)
  3. Gente que não tem empatia paa se colocar no lugar do outro 
3 Partes da sua herança:
Oi? Isso é algum erro de tradução?

3 Coisas que assustam você:
  1. Lugares altos
  2. Lugares escuros
  3. Baratas
 3 Coisas essenciais no seu dia:
  1. Celular, para ouvir música quando tiver que esperar alguma coisa
  2. Roupas confortáveis, caso eu tenha que passar muitas horas num mesmo lugar, sentada ou de pé
  3. Meu bloquinho de anotações, para fazer anotação risos 
3 Coisas à toa que te deixam feliz:
  1. Pessoas que sorriem sozinhas (eu vejo elas sorrindo e sorrio também, é contagiante)
  2. Abraços apertados e demorados
  3. Quando mexem no meu cabelo (que fique claro que eu odeio ser tocada, isso só vale para pais, mozão e amigos muito próximos. PAZ) 
3 Coisas que você está vestindo agora:
  1. Camiseta e short de ginástica
  2. Roupão rosa
  3. Meias de gatinho 
3 dos seus artistas/bandas favoritos (neste momento):
  1. Fall Out Boy
  2. Stromae (por motivos de estou aprendendo francês)
  3. Papa Roach 
3 das suas canções favoritas (neste momento):
  1. Young and Menace
  2. Formidable
  3. Help 
3 frases que você diz muito:
  1. Desculpa
  2. Nossa, hoje ainda é [insert day here]
  3. P#ta que o pariu, vai tomar no meio do seu c* seu filho de uma p@ta (geralmente no trânsito) 
3 novas coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:
  1. Terminar de escreve meu livro
  2. Começar um novo curso (seja pós-graduação, mestrado ou outra língua)
  3. Otimizar meu tempo 
Duas verdades e uma mentira: Qual é a mentira?
  1. Não
  2. Thanks
  3. No me gusta revelar coisas 
3 Nomes de filhos:
  1. Meredith
  2. Ian
  3. Sarah 
3 Coisas que simplesmente você não consegue fazer:
  1. Ignorar as pessoas
  2. Ser menos "disposta" a cumprir minhas obrigações e as obrigações dos outros (que sobram para mim porque eu sou muito disposta a ajudar/trabalhar)
  3. Usar drogas??? 
3 coisas que você deveria fazer:
  1. Guardar dinheiro
  2. Guardar dinheiro
  3. Escrever 
3 dos seus hobbies favoritos:
  1. Ler 
  2. Escrever
  3. Ver séries 
3 Coisas que você quer fazer antes de morrer:
  1. Viajar pelo mundo
  2. Escrever meu livro
  3. Fazer trabalho voluntário



BEDA

BEDA #25 - Lendo os Miseráveis: semana 4

agosto 28, 2017

Falhei mais vezes nesse BEDA do que tava planejado, mas é a vida, né? Pelo menos consegui manter minha rotina de leitura de Os Miseráveis. Ontem, estava tão empolgada terminando de ler o trecho que determinamos para esta semana que acabei passando um pouco dos limites risos.


Eu planejei postar sobre os trechos lidos todas as segundas-feiras até o fim da leitura, mas está ficando cada vez mais difícil. Digo isso porque em algumas semanas, como essa que passou, nossa meta de leitura é pequena. O trecho que terminei ontem, por exemplo, tinha 90 páginas exatamente. Mas, vou tentar cumprir com o cronograma de posts.

Como contei semana passada, terminei a primeira parte denominada FANTINE e agora estou na parte dois que se chama COSETTE. Neste momento do livro, somos introduzidos a alguns fatos da batalha de Waterloo, acontecida em 18 de junho de 1815.

"Se na noite de 17 para 18 de junho não tivesse chovido, o futuro da Europa teria sido diferente. Algumas gostas de água a mais ou a menos fizeram Napoleão se curvar"
- Victor Hugo

A escrita de Victor Hugo é tão fantástica, que tenho vários trechos para destacar, mas o que citei acima me fez pensar muito. Coisas tão pequenas como uma chuva podem mudar o destino de um continente inteiro. 

Esse trecho, confesso, foi um pouco massante. Gosto muito de história, mas não há nada além de fatos e fatos, muito interessantes de saber. Mais para o fim do Livro I os acontecimentos se tornam mais interessantes, ao final do capítulo descobrimos quem foi Thérnadier, o tal do estalajadeiro. Como destaquei desde o começo, Victor Hugo não dá ponto sem nó. Cada passagem, cada trecho do livro tem um porquê e não está ali por acaso. 

Bom, não tenho muito o que comentar essa semana porque realmente o trecho que tinhamos que ler era curto e falava muito sobre fatos históricos. Mas sigo gostando da leitura e achando bem tranquila. 

Para ler as impressões das semanas anteriores:




BEDA

BEDA #24 - TAG: 13 perguntas pessoais

agosto 26, 2017

Quando não temos pauta, a gente faz TAG! Yay! Vamos fazer esse BEDA sobreviver mais um pouquinho. Achei essa no blog da Liliane Fundão. São 13 perguntas sobre coisas banais do meu cotidiano. Acho super importante vocês saberem, então anotem ai!



O que você costuma pedir no Starbucks? 
Frappuccino de café ou cappuccino canela, quando está frio.
Qual item do seu armário você não consegue viver sem? 
Minhas brusinhas pretas
O que é uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre você? 
Eu tenho muito medo de filmes de terror, tipo pavor real oficial, tanto que só de ver alguma imagem/pedaço de trailer sem querer eu já tenho pesadelos
Diga uma coisa que você quer fazer antes de morrer:
Viajar o mundo inteiro
Qual a comida que você não consegue viver sem?
Massa de qualquer tipo (pizza, lasanha, macarrão, etc.)
Qual a frase que rege a sua vida? 
Já vi muitas citações com o mesmo sentido, então não vou colocar uma aqui. mas é algo na linha de "se você quer algo bem-feito, faça você mesmo"
O que você gosta e não gosta sobre o YT? 
Gosto de clipes musicais; não gosto das propagandas
Qual é a sua música mais ouvida no iTunes? 
Não uso iTunes por motivos de não tenho nada da Apple, mas acho que nos últimos dias as músicas mais tocadas têm sido do album Folie a Deux, do Fall Out Boy.
Como você definiria o seu estilo? 
Básicão
Número favorito: 
13 e eu expliquei o porquê no terceiro dia do BEDA.
Dois hobbies: 
Ler e ver séries
Duas coisas que te irritam: 
Desordem e impontualidade
Um prazer culposo: 
Comer pipoca e uma panela só minha de brigadeiro feito com a mais deliciosa barra de chocolate derretida que, para mim, é aquela ao leite, da Nestlé, que tem uma faixinha azul escrito ue tem muito mais leite, algo assim. Não tem Lindt que supere.

💃

BEDA

BEDA #23 - Eddie Castile não deixaria isso acontecer

agosto 25, 2017

"'nem todos os homens' você tem razão, Eddie Castile nunca deixaria isso acontecer"
Ontem eu falhei mais uma vez no BEDA. A vida, como já eu disse aproximadamente 100 mil vezes, está foda. Então, hoje, já meio frustrada, pensei em deixar isso para lá e fingir que nunca existiu. Pensei mil vezes sobre o que postar, mas nada me inspirava. Até que ~TCHANAM~, lembrei desse quote lindinho e falei "por que não fazer um appreciation post para o Eddie?" 

Caso vocês não saibam quem é Eddie Castile, bom, ele é um dampiro. É meio difícil resumir porque Eddie faz parte de um universo incrível, criado pela linda Richelle Mead, que se chama Vampire Academy. Um dia, quem sabe, eu faça um post sobre essa série maravilhosa de livros. Ainda não superei emocionalmente o fim. VA é uma das minhas coleções favoritas, eu já reli todos os livros umas 1500 vezes e nunca me canso; sempre encontro algum detalhe que deixei passar despercebido e me apaixono mais e mais pelos personagens e por esse mundo vampiresco. 

Mas vamos ao objeto de contemplação do nosso post de hoje: Eddie Castile. Desde o começo, apesar de ser um personagem secundário, Eddie sempre foi meu preferido e eu sempre torci para que ele ganhasse um livro só dele, do ponto de vista dele e tudo mais (infelizmente não aconteceu, então a gente sobrevive a base de fanfic).

Eddie e o cara mais legal que você vai conhecer em toda a sua vida. Sinto muito dizer isso, mas é verdade. Ele realmente "não deixaria isso acontecer". Bom, acho que vou ter que explicar um pouco como funciona a sociedade dos vampiros nessa saga para vocês que ainda não conhecem entenderem melhor. 

A sociedade deles é dividida em três frentes: Moroi, Dampiros e  Strigoi (além, é claro, dos humanos, mas isso não vem ao caso). Moroi são vampiros da realeza. Eles são tipo dobradores como em Avatar, a lenda de Aang, ou seja, tem poderes mágicos relacionados aos quatro elementos (e, erm, bom, um dia eu conto tudo). Os dampiros são resultado da miscigenação entre vampiros e humanos (ou seja moroi x humanos) ou entre moroi e dampiro. Os dampiros não podem ter filhos entre eles, somente um moroi pode engravidar uma dampira ou uma humana. Os Strigoi são os vampiros do mal.

Enfim, Eddie Castile é um dampiro e esse grupo de vampiros treina para proteger os Moroi. E ele está sempre ali, disposto a ajudar seus amigos mesmo que sua vida corra perigo. Ele é descrito como um cara que tem o coração enorme e é super correto. No decorrer de todos os livros de Vampire Academy (6 para ser mais precisa) Eddie acaba passando por uns perrengues para ajudar os amigos e ainda se culpa por um acontecimento terrível apesar de ele estar incapacitado e encarcerado. 

Eu queria MUITO falar as coisas que acontecem, mas eu não gosto de dar spoiler e se eu começar a falar, não paro mais. Mas no fim do último livro ele faz uma coisa que ninguém nunca fez para evitar o assassinato de uma Moroi muito importante para o equilibrio da sociedade Moroi (leia-se: muita gente queria ela morta, mas um grupo especial queria salvá-la e ele que se colocou na linha de fogo).

Em Bloodlines, spin-off de VA, temos a chance de ver muito mais dele. De conhecer ele melhor e, assim, se apaixonar perdidamente por esse cara. PQP. LEIAM ESSES LIVROS. Ao longo de Bloodlines eles todos têm que resolver uns assuntos para continuar protegendo esse fino equilíbrio que conquistaram em VA. Eddie faz de tudo para proteger a Moroi que ele deve proteger (e, bom, ele tem um crush poe ela, mas né, na cabeça dele nunca ia rolar porque ela era da realeza e ele era só um guardião).

GENTE.
Não tô bem. Preciso pegar VA e Bloodlines agora e ler tudo de novo. TÃO LINDO.

Leiam essas duas séries, vocês vão amar. 

Eddie é só um dos meus favoritos, mas eu acho que ele merece mais apreciação. A gente só fala de Dimitri, Adrian e Christian, mas o Eddie tá ali, sempre pronto pra tudo.

Enfim.

Tô nervosa até. Quero mais livros desse universo.  TIA RICHELLE NUNCA TE PEDI NADA, POR FAVOR.

É isso.
Eu sou louca.

Paz.


BEDA

BEDA #22 - A vida é foda

agosto 23, 2017


Tantas coisas aconteceram nas últimas três semanas... Parece que tudo ia bem, mas, de repente, o mundo começou a ruir ao meu redor e as coisas degringolaram na minha vida. Tenho me sentido tão emocionalmente drenada que o cansaço se torna até mesmo físico. Não consigo fazer direito  minhas obrigações (estar desmotivada contribui muito para isso) e também não sou capaz de relaxar e aproveitar as atividades que gosto (ler, ver séries). O estresse e a ansiedade são tão grandes que me sinto vazia de vez em quando. Sabe quando mil coisas estão acontecendo e você deveria estar se preocupando e fazendo alguma coisa para resolver, mas se sente tão sobrecarregada que fica até meio apática? Então, é isso que tenho sentido. Minha cabeça até falha às vezes, parece que me dá um branco e eu perco as palavras, a linha de pensamento, me perco no meio dos assuntos. Está foda. 

Quero conseguir terminar esse BEDA para sentir, pelo menos uma vez depois de tanto tempo, que eu consigo finalizar alguma coisa que comecei. Os últimos posts não tiveram a qualidade que eu queria manter durante esse mês, mas, fazer o quê?, a vida se mete no meio dos nossos planos e impõe o que ela quer e não o que a gente planejou. Se desse pra seguir o cronograma, nossa, seria perfeito! Espero voltar com boas noticias nos próximos dias e me animar um pouco para conseguir escrever melhor, e trazer coisas mais felizes para cá. Cansei dessas energias negativas que têm me cercado. 

Por hoje é isso.

Me marquem nas TAGs, que tô sem pauta essa semana.

BEIJOS

PAZ

BEDA

BEDA #21 - Sobre entrar em furadas

agosto 22, 2017

Sabe quando você entra numa grande furada? Mas, tipo, você percebe na hora que é uma grande perda de tempo fazer determinada coisa, mas mesmo assim, por n motivos, vai lá e faz. Os dias passam, você tenta se convencer que vai melhorar, que vai ser bom, mas no fundo (ou não tão no fundo) fica mais claro que você fez uma grande besteira?

Nunca entendi a expressão "não adianta chorar pelo leite derramado", até que um dia derrubei todo meu leite na toalha limpinha da mesa da cozinha e fiquei super pensando "putz que merda eu fiz", ai que eu entendi. Não adianta querer voltar atrás e arrumar o que aconteceu, só nos resta tentar não repetir o erro (ou tomar cuidado para não derrubar mais o leite)
O post de hoje é para dizer que: ENTREI NUMA GRANDE FURADA

Podia estar falando do BEDA, mas não, apesar de ter falhado um dia e isso estar me irritando muito, esse eventinho de agosto (ou abril) que une a blogsfera é e está sendo lindo (me deixando louca, porém tá tudo maravilhoso).

Ainda bem que tudo tem prazo de validade e essa enrascada na qual eu me meti tem data para acabar.

PAZ

(não tinha post para hoje e isso estava me deixando nervosa; ainda bem que lembrei que desabafo também conta em blog pessoal... mesmo um tão sem pé nem cabeça, mas é não se pode dar nomes aos bois)

BEDA

BEDA #20 - Lendo Os Miseráveis: semana 3

agosto 21, 2017

(tentando ignorar a falta de post de sábado que fez com que a ordem dos números ficasse alterada. com fé em Deus vou conseguir deixar isso pra lá)

Mais uma semana de leitura muito agradável de Os Miseráveis se passou, e aqui estou eu para falar sobre minhas impressões em relação a essa narrativa tão densa e repleta de criticas sociais e políticas (que, infelizmente, parecem ser atemporais) escrita por Victor Hugo. Bom, seguindo o nosso querido cronograma, finalmente concluímos a leitura da primeira parte intitulada FANTINE.



Só para relembrar, até aqui ficamos conhecendo, pensando em personagens principais, o Monsenhor Bienvenu, Jean Valjean, Fantine, Cosette (que ainda é uma criança) e Javert. Na semana passada, eu havia parado na parte em que Fantine desmaia depois que o sr. Madeleine (que na realidade é Jean Valjean) a salva de ser presa por Javert.

Depois de descobrir que a vida de Fantine tinha sido arruinada, o sr. Madeleine (JVJ) a levou para sua casa onde montou uma enfermaria para atendê-la. A moça caiu doente e lhe deram poucos dias de vida. Assim, o prefeito logo tomou providências para que mandassem Cosette, filha de Fantine, de volta para o lado da mãe. Mas é claro que, aproveitadores que eram, os estalajadeiros Thénardiers passaram a cobrar altos preços alegando que só mandariam a menina quando uma suposta divida de remédios e tratamentos fosse paga. 

Nesse meio tempo, Javert aparece na casa do Maire (prefeito) contando uma louca história sobre como ele havia destratado um superior, no caso o próprio Madeleine, "acusando-o" de ser o tal Jean Valjean. O oficial diz que percebeu o erro quando lhe mandaram uma resposta de que o tal homem havia sido preso novamente e que três outros presidiários o reconheciam dos tempos das galés. Isso incita uma crise de consciência e medo em Jean Valjean (sr. Madeleine), que não consegue se decidir se deve ou não ir se entregar no lugar do homem que seria julgado como sendo ele. Sua consciência se divide entre se entregar e voltar para a cadeia, mas livrar um homem inocente, ou ficar quieto e continuar ajudando Fantine e a todos os moradores da cidade. Por fim, ele resolve contar quem é o verdadeiro Jean Valjean (não sem antes passar por muitos desafios e provações no caminho para a cidade onde o julgamento aconteceria, chegando a crer que os impedimentos eram providência divina). 

"Pela primeira vez em oito anos, o infeliz acabava de sentir o sabor amargo de um mau pressentimento e de uma má ação"
- Victor Hugo


Fantine, durante os dias em que o maire ficou fora, acreditava que ele havia ido buscar Cosette para lhe fazer uma surpresa. Ledo engano. A surpresa foi que, quando chegou à sua cidade, Jean Valjean encontrou uma Fantine muito debilitada, porém com um aspecto momentaneamente saudável causado, talvez, pela esperança de ver a filha. Porém, esse momento logo passou quando Fantine avistou Javert, que chegou para levar Jean Valjean. Nesse momento, Fantine descobre que Cosette não está ali e acaba falecendo de desgosto. 

Jean Valjean não se deixa prender, no entanto. Ele foge da delegacia e, como sabemos, irá buscar Cosette e protegê-la como prometeu para Fantine.

Nessa semana de leitura, o cronograma previa uma parte bem pequena, menos de 100 página (99 para ser exata risos), então não há muito o que contar. O livro continua naquele esquema de ir contando fatos que constroem a narrativa aos pouquinhos e fazem todo o sentido quando nos deparamos com determinado personagem em determinada situação. Estou gostando muito de conhecer pequenos detalhes históricos que, por falta de tempo, aprofundamento e pesquisa, acabamos não conhecendo durante nossas vidas acadêmicas. 

Acompanhe minha leitura!


BEDA 2017

BEDA #19- TAG: Minha letra é assim

agosto 20, 2017

Nem acredito que hoje já é dia 20 e que eu estou aqui, firme e forte e quase falecendo. Para celebrar esse momento de grande vitória vou apresentar minha bela só que não caligrafia para vocês. Vi esse meme/tag (cada um chama do jeito que quiser) no Beyond Cloud Nine e achei super válido responder também (e eu estava sem ideias de pauta para o dia de hoje).

Enfim, vamos ao que interessa! Primeiramente, as perguntas:

1. Qual o seu nome?
2. URL do seu blog?
3. Escreva: "The quick brown fox jumps over the lazy dog".
4. Citação favorita?
5. Música favorita no momento?
6. Cantor/banda favorita no momento?
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.


As respostinhas:



E a "tradução" da minha letra para quem não conseguiu entender:
  1. Gabriela
  2. odecimoterceiroandar.blogspot.com
  3. The quick brown fox jumps over the lazy dog
  4. "In 900 years of time and space, I've never met anyone that wasn't important"
  5. All I Want - A Day to Remember
  6. A Day to Remember
  7. Não sei o que escrever
  8. Cêis tudo ai que leram esse post!
Sou destra e estou num momento muito intenso de ouvir A Day To Remember (tenho isso umas duas vezes por ano, passo dias e dias só ouvindo eles). 

Quero conhecer a letra de vocês todos! Se fizerem a TAG não esqueçam de deixar o link aqui! 

💛

BEDA

BEDA #18 - O que postar?

agosto 18, 2017

Olár pessoinhas! Como você estão? Eu queria dizer que estou achando maravilhoso conhecer novos blogs e ter essa interação bacana proporcionada pelo BEDA. Tenho ficado muito feliz com os comentários que recebo e isso, migas, tá me ajudando a não desistir. Então, muito thanks!

Eu tinha colocado na minha pauta para hoje escrever sobre "querer ser escritora, mas não conseguir escrever". Então, bom, sentei para escrever o post, e voilà, não consigo escrever. Muito bom, né? Tudo bem que a intenção era falar sobre não conseguir escrever, tipo, um livro. Mas se eu não tô sedo capaz de fazer post, imaginem, então, vomitar no Word uma história grande e publicável? Bem difícil. 

Acho que já comentei por aqui que tenho uma história de com 40 mil palavras já escritas, mas não consigo voltar para ela. Eu tenho tudo bonitinho, personagens, backstories, resumo de enredo, etc. etc. Só que toda a maldita vez que pego nela para escrever, me vem um bloqueio gigantesco e eu não sei como continuar. É foda. 

Essa semana dei uma olhada nuns arquivos antigos e encontrei um texto que escrevi. É meio que o começo de uma outra história. Não me lembro quando escrevi, nem qual era o rumo que isso ia tomar, nem se tinha um rumo: às vezes eu tenho dessas de imaginar cenas na minha cabeça que são super legais, ai eu escrevo, mas só fico com aquilo ali solto. 

Agora tô com vontade de sentar um pouco e pensar sobre esse texto que escrevi, dar mais forma para ele, criar o resto da história. Mas não consigo, porque na minha cabeça eu preciso terminar uma coisa antes de começar outro. Ai não faço nada. 

Enfim, esse post é meio que um tapa-buraco pro BEDA, mas é também para pedir ajuda: como super um bloqueio criativo que já dura anos? S.O.S.

👽

BEDA

BEDA #17 - Mais um desabafo porque a vida não é fácil

agosto 17, 2017

É muito difícil ser uma pessoa que quer fazer mil e quinhentas coisas, mas ao mesmo tempo não consegue se organizar e acha que vai falhar em tudo. A frase a seguir me descreve bem, aliás:

Eu tenho essa personalidade alegre e uma alma triste no mesmo corpo. Isso fica meio estranho às vezes.

Dito isso: eu não me arrependo de ter me formado em jornalismo, MAS uma sementinha da discórdia está crescendo dentro de mim e me dizendo para mudar de área. E outra diz que eu preciso seguir meus sonhos e não estou conseguindo por conta de uma série de coisas, e então nunca vou conseguir realizá-los. E tem outra que diz que sonhos são para crianças e pessoas privilegiadas e que a vida real não permite que a gente perca tempo com eles. 

Eu não sei o que fazer.
Sério
Me ajuda.

Apesar de eu ter feito uns freelas nos últimos meses, não me sinto mais tão feliz escrevendo para uma revista (que é o que eu sempre amei e quis fazer). Eu tenho me sentido estagnada, desejosa por desafios e por viver coisas incríveis, mas como?

ALGUÉM ME FALA COMO VIVER COISAS INCRÍVEIS, POR FAVOR.

Ultimamente parece que eu não consigo aproveitar nada. Se pego um livro para ler, sinto que deveria estar me dedicando a escrever o meu (já que esse é meu maior sonho). Se estou assistindo uma série, sinto que estou perdendo tempo na vida e deveria estar procurando emprego ou tentando a sorte com alguma coisa. Se estou trabalhando, sinto que deveria estar me empenhando mais, que o que eu faço não é o suficiente e que eu nunca vou chegar lá.

Tá foda.

Eu quero um desafio novo, ms ao mesmo tempo tenho medo de sair da minha zona de conforto.

Vamos resumir: estou frustrada e ficando louca.

É isso.

BEDA

BEDA #16 - Small Words #2: Trigger Warning

agosto 16, 2017

.darkness

Ela podia sentir em seu âmago que algo se aproximava. Algo envolto em trevas, que trazia dor e desespero. Algo que a perseguia. Ela estava perdida. Mas acima de tudo, ela estava morta. Não havia saída. Não havia escapatória, mas ela correu. Correu, correu e correu, até sentir que o coração explodiria. Cada músculo de seu corpo parecia estar em chamas, mas ela não podia parar. Não havia chance de escapar dali com vida, mas ela não podia parar de correr. Tinha que fugir. Ela sabia que não seria capaz de lutar contra o que a estava perseguindo, não teria forças, não teria coragem, mas não conseguia parar de correr e fugir. Correr, fugir. Correr, fugir. Essas duas palavras pulsavam em seu interior e faziam com que ela se movesse. Uma perna e depois a outra. E de novo. E de novo. Até seu corpo não aguentar mais e traí-la. Caída no chão, rastejou e rastejou, mas ela sabia que era o fim. Não havia saída. Não havia escapatória. Não havia esperança. Nunca houvera. Era só uma questão de tempo até que aquele algo escuro e sombrio a encontrasse. Era só uma questão de tempo até que aquilo a alcançasse. E agora, tempo era tudo o que ela não tinha. Ela sentia aquela escuridão chegar cada vez mais perto. Cada vez mais perto. E mais perto. Mais perto. E mais perto. E mais perto. Até que finalmente o algo, a coisa escura e sombria, envolta em dor e desespero a alcançou. Mas ela, de alguma forma, havia se conformado. Aquele era o fim. Mas não havia mais importância. Aquele era o fim e ela não tentava mais – não queria mais –  correr e fugir. Nunca houvera esperança para ela, e agora que essa certeza preenchia sua mente ela já não se importava. A escuridão havia finalmente chegado e era o fim. E mesmo se ela desejasse com todas as forças não haveria outro fim além daquele. Lenta e bravamente abriu os olhos para encarar o fim. O seu fim. E no momento exato em que um último suspiro percorreu seu corpo ela sorriu.
 E foi o fim.


*Escrevi isso em 2013, quando ainda estava passando por um período bem ~complicado~ da minha vida. Muitos de vocês conhecem essa escuridão, eu tenho certeza, e espero que todos consigam, assim como eu, guardar ela em um cantinho onde ela incomode menos... porque eu sei como é impossível se livrar dela definitivamente.