coisas aleatórias

Então, eu faço 23

novembro 17, 2017


Há alguns meses eu  falei em um post (sobre uma amostra de inferno astral que já estava acontecendo desde setembro) que não sou muito fã de fazer aniversário. Dito isso, hoje, 17 de novembro de 2017, completo 23 anos de vida. Como em vários anos desde que eu consigo me lembrar, algo terrível aconteceu poucos dias antes da minha data. É por isso que, dentre outras coisas, eu sempre me sinto estranha quando o mês de novembro começa e algum tipo de cronometro invisível dispara inciando uma espécie de contagem regressiva. Sempre me vem aquela sensação de "qual vai ser a bosta da vez?". Já teve tio bebado ameaçando se matar, gente ficando muito doente, familiar de familiar falecendo e, a cereja maldita do bolo deste ano: minha avó encerrou sua existência na Terra, faleceu depois de três meses terríveis, há não mais do que 20 dias. Não consigo ficar animada para festejar, não consigo fazer planos, não consigo gostar de fazer aniversário. São muitos traumas, sempre perto da minha data. Mas eu vou. Já comprei até o look do diiiia, porque existem pessoas que querem comemorar 23 anos da minha vinda ao mundo. Tem gente que é feliz porque eu existo. Tem gente que gosta de festa e quer festejar comigo. E eu gosto dessa parte, de saber que essas pessoas existem. Mas acho que nunca vou deixar de ter esse sentimento estranho de premeditação, de esperar que algo dê errado na minha data ou perto dela. 

Desculpem o melodrama, mas é tudo verdade. 
Enfim.
Parabéns pra mim.
23 anos com carinha de 18 e disposição de 87.
Quem sabe daqui  um ano eu tenha coisas mais felizes para compartilhar. 

🎂

cotidiano

Um FDS cultural como eu sempre sonhei

outubro 16, 2017

Então, eu fui ver o musical Os Miseráveis. Nessa saga de ler o livro, acabou surgindo a oportunidade de assistir a essa super produção nesse último sábado. Fui com a minha BFF e companheira de leitura na sessão das 16h, no Teatro Renault. Pegamos lugares na platéia VIP e, no segundo em que o maestro começou a reger uma orquestra maravilhosamente afinada, eu já comecei a chorar. Foi uma emoção indescritível, eu sou completamente apaixonada por essa trama de Victor Hugo há tempos. O elenco estava impecável. Aquelas vozes me tocaram profundamente, foi uma experiência incomparável com qualquer outra. Não dá para descrever o que eu senti ao ver os atores contracenando no palco ou em seus momentos solo. Todas as cenas foram impecáveis, bem sincronizadas, a sintonia e o trabalho duro eram visíveis! Teatro é uma coisa diferente de todos os outros meios. Só assistindo para compreender. Na saída, fomos presenteadas com essa iluminação nas cores da bandeira da frança, fechando com chave de ouro uma tarde/noite perfeita!

Vive la France !

Deixo a seguir o vídeo oficial da peça. Valeu cada centavo!!


Continuando com os passeios culturais do fim de semana (um fim de semana ideal no meu sonho de ser a paulistana que passeia pela cidade aproveitando o que ela oferece de melhor), no domingo, fui com minha querida amiga e com minha cunhada na exposição do Castelo Rá-Tim-Bum, no Memorial da América Latina. 


Na exposição é possível conhecer um pouco dos bastidores dessa produção que marcou a infância de muita gente, além de nos transportar para dentro dos cenários e permitir uma certa interação com alguns objetos. Realizei um sonho risos. A jornada começa, como não poderia deixar de ser, com o Porteiro. Ao entrarmos, nos deparamos com uma maquete do castelo e em seguida somos levados ao universo cor-de-rosa da Penelópe (uma das minhas personagens favoritas, confesso).  Em seguida, vamos para o espaço sideral com Etevaldo (♥♥♥), esse foi um dos espaços que mais gostei apesar de me deixar meio zonza. A próxima atração é o trio Biba, Pedro e Zequinha e seus figurinos coloridos como todo o resto. Na sala seguinte, o Telekid nos diz que "porque sim, não é resposta" enquanto acompanhamos trechos de alguns episódios. Os próximos personagens que encontramos são Tap e Flap, Godofredo e Mau, Professor Abobrinha, Tíbio e Perôni (e o laboratório deles!!). 


Depois, começamos a chegar nas partes mais aguardadas do Castelo. Damos de cara com o Relógio e um Nino digital. Nessa sala encontramos o piano, o Circo, aquela caixa geométrica e muitas outras coisas. A seguir, entramos no espaço do Tio Victor. Ali, uma luz forte pisca de tempos em tempos (imagino eu que eram os raios e trovões!). O próximo ambiente é o meu favorito: A biblioteca e o Gato. Quase surtei ali dentro! Também é possível entrar no lustre, conhecer a Caipora, a cozinha, Bongô, o Ratinho, os Dedos, o quarto da Morgana (a Adelaide!!!), o quarto do Nino e, finalmente, a Celessssste!!! Foi muito divertido.

Uma publicação compartilhada por Gabriela de Sanctis (@gsanctis)
Além da exposição, ainda aproveitamos o Festival da Batata que ainda estava rolando por ali e torramos um dinheirinho nas feirinhas (que vendem MUITOS Funkos diferentões, eu queria levar todos!). 

Então, é isso! Esse foi meu super fim de semana cultural. Espero repetir a dose mais vezes.

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50 perguntas

Se chorei ou se sorri

outubro 04, 2017


A segunda questão daquela listinha com 50 perguntas para libertar a mente é  "O que é pior: falhar ou nunca tentar?" Bom, às vezes eu penso que as duas coisas são ruins. Quero dizer, existem situações na vida em que a gente simplesmente sabe que não vai dar certo. Eu passo por isso sempre (ou talvez seja o meu complexo de inferioridade me dizendo que sou incapaz, mas quem sabe?). Outras vezes, penso que se eu não tentar nunca vou descobrir se vai dar certo ou não. Durante a faculdade eu tive que fazer isso muitas vezes: arriscar. E foi ótimo, colhi muitos frutos, mas parece que voltei à fase de querer segurança e ficar na minha zona de conforto. "Isso não é pra mim", "tem gente que faz melhor", "pra que tentar se eu não sou boa o suficiente", etc. Aquela série de pensamentos bosta que matam qualquer sonho. 
Eis que nas últimas duas semanas retomei aos pouquinhos a escrita do meu tão sonhado best-seller risos. Voltei timidamente, re-planejando meu plot, revisando o que já foi escrito (e foi bastante, mais especificamente 272.271 caracteres ou 193 páginas do Word. Esse talvez seja o meu maior sonho, publicar um livro. Dar vida para essas pessoas na minha cabeça. Comecei a escrever essa historia há 7 ou 8 anos no meu primeiro blog. Era crua, simples, mas me encantava ver aquilo tomando forma. Eu devia ter uns 14 anos. Era lindo. Mais tarde, excluí o blog e abandonei a história em uma pasta do computador. Não tinha vontade de fazer mais nada (podem entrar depressão e ansiedade que conviveram comigo dos 11 aos 20 anos). Depois, resolvi voltar. Aquelas pessoas não me deixavam quieta. Eu sonhava com elas, pensava nelas, as escutava conversar e viver na minha cabeça. Eles precisavam que eu contasse suas histórias. Me preparei, fiz esboços, planejei, anotei, basicamente desenhei toda a história. Só faltava escrever. E eu escrevi, o que antes era tosco e rudimentar, ganhou corpo, começou a ser recheado. Tinha vida novamente. Mas eu parei de novo. Mais uma vez não sentia vontade de fazer nada. E meu sonho mais uma vez foi colocado de lado. Mas nessas últimas semanas me peguei pensando muito sobre meus personagens, sobre a minha trama, minhas ideias... Voltei a respirar e sonhar com esse universo. Voltei a planejar e, melhor ainda, voltei a escrever. Dei novos rumos, a história está se desenvolvendo. Talvez até o fim deste ano minha criação seja finalizada, talvez esses personagens finalmente consigam seguir seus caminhos. 
Então talvez, só talvez, seja melhor tentar, pensar que "pelo menos eu fiz alguma coisa sobre isso". Se der errado, pelo menos você não ficou parado. Mas, se der certo, vai ser incrível. Espero continuar nesse bom humor e com esse sentimento de positividade, de que as coisas são possíveis. Que tudo vai dar certo...




Resumão

Um resumão do meu mês - Setembro

outubro 02, 2017

Depois de quase um mês inteiro longe do blog, com 4 ou cinco posts para fingir que eu tenho tudo sob controle na vida, chegou o dia de TCHANAM fazer aquele resumo maroto do meu mês. Ou seja, falar que fiz vááários nadas durante setembro. 

Não vou nem me dar ao trabalho de dividir o Vi, Li e Fiz porque foi pouco mesmo, então vou resumir. Comecei a ver Luke Cage, e essa á única novidade no mundo das séries. Assisti Made in America com mozão, muito bom o filme, mas Tom Cruise parece que faz sempre o mesmo personagem. Contínuo na saga de ler Os Miseráveis e, com a graça de Jesus, consegui avançar na leitura de Ecos do Futuro parte 1. Notei que ficar "presa" lendo Os Miseráveis tem feito com que eu deixe os outros livros de lado, mas isso vai mudar este mês (se a graça do senhor Jesus permitir).

Esse mês promete! E digo isso por 1) eu e minha querida amiga Ana já compramos os ingressos para ver a peça Les Misérables no teatro Renault E 2) também vamos na exposição do Castelo Rá-Tim-Bum também! Tudo no mesmo fim de semana. Vai ser lindo!


Tomei vergonha na cara e voltei a escreve (ou planejar pelo menos) o meu livro. Fazem 6 fucking anos que eu comecei a escrever e de lá para cá foi um vai e volta sem fim (ia fazer uma comparação bem feia aqui agora, mas, né, vou ser phyna). Tomei a decisão de pegar firme nesse projeto e acho que agora vai (inclusive criei uma pastinha com todo o material separadinho em começo, meio e fim que tem "agora vai" no nome risos. Tô com fé que vou virar best seller e ficar ryca um dia igual J.K. 

Fora isso, só tenho a dizer que entra ano, sai ano, minha vontade de viver nos EUA somente no mês de outubro é imensa por motivos de HALLOWEEN. Sim, eu sou a rainha gótica das trevas e amo Dia das Bruxas (apesar de não ir nas fextinhas porque odeio pessoas). Talvez TALVEZ eu sugira para mozão que a gente vá em alguma esse mês. Aguardemos.

É isso. Mais um mês em que a minha vida literária foi parada. Mais um mês em que a minha meta de leitura do Skoob está cada vez mais longe de ser cumprida. Fazer o quê. Um dia eu paro de procrastinar.

É isso!

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50 perguntas

Bad vibes do inferno

setembro 27, 2017

Com um título que bem poderia pertencer a um pequeno conto de terro cômico, inicio este post dizendo que meu aniversário está próximo e, como em todos os anos desde que eu consigo me lembrar, a bad começa a bater forte (esse negócio de inferno astral somente 30 dias antes da data é só com vocês, comigo começa logo com uns três meses de antecedência, mas até que esse ano chegou mais tarde já que só falta um mês e meio basicamente).


Eu sempre ODIEI fazer aniversário. Até os 13 anos, mais ou menos, era porque eu tinha aquela sensação de ter obrigações nessa data. Tipo, eu TINHA que comemorar, eu TINHA que dar uma festa, eu TINHA que receber os migos da igreja que a minha mãe frequenta, na MINHA festa não podia ter brejas e música porque ONDE JAH SE VIU OS MIGOS DA IGREJA OUVIREM ISSO? Então eu comecei a fazer a louca e dizer que não queria festa nenhuma, não saía para comemorar com ninguém, nem com os meus amigos (na verdade eu nem tinha amigos nessa época, mas né, segue o jogo) e, no final das contas, rolava um bolinho e uns salgados em casa comigo, meu pai e minha mãe "só para não passar em branco" (o primeiro aniversário assim foi o de 10 anos, sim, sofro desde cedo). Mais tarde, comecei a chamar os primos pra essa data e ai rolava uma festinha de família. Dos 14 aos 22 (coloque aqui o símbolo do infinito porque sou uma vampira pirigótica rainha das trevas) eu e meus amigos (agora sim, MEUS amigos) criamos a tradição de ir comemorar todos os fucking aniversários de todo mundo numa esfiharia. Ok, então começa a parecer que eu gosto de aniversários, mas na verdade NÃO, eu gosto de sair pra comer com meus amigo, mas, devido a uma coisa chamada "vida adulta" a gente acaba fazendo um esforço maior para se reunir nessas datas. Hoje, comemoro com mozão (ainda vamos falir de tanto que saímos pra comer), coms os meus pais e, às vezes, ainda com os primos (além do rolê das esfihas com os migos).
Quando eu fiz 20 anos, a depressão começou a bater por causa da idade mesmo. Tipo? Não tem volta, tá ligado? Daqui para frente só piora, você só fica mais adulto e tem que agir como tal e os boletos não param de chegar. Não quero.
Então, tudo isso para responder a primeira pergunta daquela TAG gigantesca sobre 50 perguntas que irão libertar a sua mente que eu trouxe pra cá outro dia. Bom, o primeiro item a ser respondido é: Quantos anos você teria, se você não soubesse quantos anos você tem?

Eu particularmente poderia ter 10 ou 55. Sim. Porque tem dias que eu sou tão responsável que pareço uma amálgama do meu pai e da minha mãe (o que realmente sou, né não?), mas, em outros, sinto que se me derem um conjunto novo da Polly Pocket e uns ursinhos eu sou capaz de passar o dia brincando no quintal. Esse negócio de idade é muito da cabeça mesmo. Tem dias que eu penso "nossa, sou muito jovem ainda (jovem ainda), tenho toda a vida para realizar meus sonhos, viajar, lançar meu livro...", ai no dia seguinte eu tô desesperada porque vou fazer 23 anos e nunca viajei pra fora do BR, não tenho emprego (apesar de ser recém-formada e ter trabalhado o ano inteiro na área - coisa que é uma grande vitória, porque não tá fácil pra ninguém), sou cobrada sobre quando e quantos filhos vou ter (??????), quando vou sair de casa, que a filha da prima de 5º grau fez pós em Harvard e agora ganha 15 mil reais por mês. GENTE PARA TUDO. É muito difícil ser jovem adulto (oi The Sims). É por isso que hoje a gente vê muito mais gente fazendo terapia ou se matando (desculpa pelas palavras, mas é a verdade). São cobranças absurdas, dá um tempinho pra gente. 

Queria ter alguma coisa motivacional para dizer, mas a real é que não tenho. Às vezes parece que eu tenho tudo bem resolvido, mas não dura nem meia hora essa sensação. Acho que o negócio é ir tocando o barco e tentar não enlouquecer no meio do caminho.



P.S. que não tem nada a ver com o post: essa semana comecei a ver pessoas curtindo as publicações de um tal de grupo LDRV (acho que é isso). Primeiro pensei que eu via porque as pessoas estavam curtindo, ai abri o grupo e vi que era "grupo fechado. GENTE, em nome de Jesus, eu nunca entrei nesse grupo, como isso é possível? Quem me enfiou ali no meio? Por que eu não saí ainda? Ok. É isso.

PAZ