BEDA #10 - Estranheza Mortal (J.D. RoBB)

agosto 10, 2017


Estranheza Mortal
J.D RoBB (Nora Roberts)
Bertrand Brasil
2017
448 páginas

Sinopse: A tecnologia pode ser diferente na Nova York do ano 2060, mas, como sempre, alguns assassinatos recebem mais atenção que outros — especialmente quando a vítima é um famoso empresário morto em seu apartamento na Park Avenue, amarrado à cama e estrangulado por cordões de veludo preto. Apesar de todos na cidade falarem do assunto, as pessoas ligadas a Anders não parecem tão dispostas a fazer o mesmo. A tenente Eve Dallas, então, se vê batendo em muitas portas e forçando passagem por elas em sua busca por respostas. Os fatos, entretanto, não se encaixam. Será essa uma morte provocada por uma sessão de jogos sexuais que resultou em um crime passional — ou terá sido na verdade uma execução muito bem planejada? Cabe a Eve Dallas resolver este caso, em que a estranheza permeia todas as circunstâncias e ligações surpreendentes podem surgir de formas inesperadas... e mortais.

Já falei sobre a Série Mortal aqui no blog e até listei alguns motivos para entrar nesse universo maravilhoso e futurístico criado pela rainha Nora Roberts. Bom, chegamos ao 26º livro da série (sim, também já devo ter dito que ela é ENORME) e eu devo dizer que fiquei meio ~desapontada~. Quer dizer, talvez essa não seja a melhor palavra para definir meus sentimentos, mas me senti estranha lendo esse volume da série. Vou falar um pouco sobre a história antes de explicar o que me incomodou. 

Neste novo caso, a tenente Dallas investiga o possível assassinato de um empresário do ramo esportivo e que aparentemente é uma pessoa muito boa. No entanto, ele é encontrado morto numa situação um tanto quanto ~constrangedora~ já que tudo indica que ele estava participando de algum joguinho sexual que deu errado (cordão de veludo amarrado no pescoço, sex toys espalhados pelo quarto, enfim, uma vibe meio BDSM). O problema é que todo mundo jura que ele não fazia o tipo pulador-de-cerca. Dallas começa a investigar o caso já com a pulga atrás da orelha (confesso que prefiro quando ela (nós) é surpreendida), mas as pessoas próximas ao falecido (esposa, sobrinho, funcionários, etc.) não ajudam muito, elas ficam toda hora meio que reclamando da investigação e começam a contribuir mais no final do livro, quando a tenente começa a insinuar quem é seu suspeito principal. Mas até ai ela conta com muita pesquisa e invasões à sistemas bancários com a ajuda de seu consultor civil e marido lindo, Roarke. É meio difícil falar sobre a história sem dar spoilers, mas posso citar coisas como: Peabody me representa muito com seu nervosismo; queria ter um auto-chef e convidar minha equipe para um belo café da manhã trabalhar no meu escritório de casa em pleno sábado; não sei nadar, mas gostaria de aprender para realizar algumas façanhas à la Eve and Roarke.

Sobre os pontos negativos/que me incomodaram, o que aconteceu foi que a linguagem desse livro me pareceu diferente dos outros. Não sei se foi a tradução (peguei vááários erros de digitação também, revisão já foi melhor BB), mas parecia que a Nora tinha perdido a musa inspiradora e não estava conseguindo escrever com o ritmo, a qualidade e o estilo de sempre. Mas isso é minha impressão.

Acho que depois de Inocência Mortal (24º volume da série), que foi um dos livros mais incríveis e delicinhas de ler dessa série (apesar de todos os momentos de emputecimento que passei), fico esperando sempre mais e mais e, porra, numa série com mais de 50 livros, é foda manter o nível sempre.

Apesar disso fica tudo amarradinho no caso e a gente get to see nossos personagens queridinhos vivendo suas vidinhas comuns na Nova York de 2060. Aliás, li um comentário no Skoob que me deu um estalo: a defasagem do tempo em que os livros foram escritos e da tradução aqui no BR está começando a se mostrar um problema especialmente no quesito das investigações. Tecnologias que não existiam na época (e que talvez a Nora não tenha conseguido imaginar que existiriam em 2060) já existem hoje, em 2017, e por isso alguns momentos da investigação ficam meio ~confusos~ para quem sabe que hoje é possível localizar pessoas muito facilmente, quem dirá em 2060.

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3 comentários

  1. Genteee, 26ª livro da série!! Estou impressionada com o tamanho disso. Creio que sua decepção tenha sido justamente por que a série de livros é muito grande, acredito que depois de um tempo ela fique monótona pra quem já acompanha a muito tempo e a escrita do autor pode mesmo ficar diferente.
    Todos os livros são uma continuação? Por que eu achei a história super interessante, amo mistérios e investigações, creio que eu ficaria satisfeita em começar a ler essa série.
    Sobre essa confusão com o tempo.. eu já vi acontecer com outros livros e até com filmes, não tem mesmo como acertamos quanto tempo certa tecnologia vai demorar pra ser desenvolvida, e então acontecem esses errinhos no espaço-tempo ficticio, haha. Amei a resenha!
    Beijo, www.apenasleiteepimenta.com.br

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    1. Simmm, muitos livros, rs!
      É então, eu estranhei um pouco a escrita dela, não sei se foi a tradução, ou o que aconteceu. Acho que realmente, numa série tão grande alguns livros podem ficar mais enfadonhos. Mas é muito boa!
      Sim, todos são continuação. Eu acredito que dê para ler separado, porque cada caso é um caso, mas o mais legal é acompanhar o desenvolvimento de cada personagem (principal e secundários também), é isso que faz da Série Mortal uma série super incrível (na minha opinião, pelo menos)!

      Beijos <3

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  2. É a primeira resenha dessa série que eu leio e confesso que fiquei um pouquinho desanimada pra ler, já ouvi falar muito bem mas saber que até você que curte tanto acabou tendo uma leitura estranha me deixou com um pezinho laaaaa atrás hahahah beijo!

    Ray e os Dezoito

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Obrigada!