BEDA

BEDA #22 - A vida é foda

agosto 23, 2017


Tantas coisas aconteceram nas últimas três semanas... Parece que tudo ia bem, mas, de repente, o mundo começou a ruir ao meu redor e as coisas degringolaram na minha vida. Tenho me sentido tão emocionalmente drenada que o cansaço se torna até mesmo físico. Não consigo fazer direito  minhas obrigações (estar desmotivada contribui muito para isso) e também não sou capaz de relaxar e aproveitar as atividades que gosto (ler, ver séries). O estresse e a ansiedade são tão grandes que me sinto vazia de vez em quando. Sabe quando mil coisas estão acontecendo e você deveria estar se preocupando e fazendo alguma coisa para resolver, mas se sente tão sobrecarregada que fica até meio apática? Então, é isso que tenho sentido. Minha cabeça até falha às vezes, parece que me dá um branco e eu perco as palavras, a linha de pensamento, me perco no meio dos assuntos. Está foda. 

Quero conseguir terminar esse BEDA para sentir, pelo menos uma vez depois de tanto tempo, que eu consigo finalizar alguma coisa que comecei. Os últimos posts não tiveram a qualidade que eu queria manter durante esse mês, mas, fazer o quê?, a vida se mete no meio dos nossos planos e impõe o que ela quer e não o que a gente planejou. Se desse pra seguir o cronograma, nossa, seria perfeito! Espero voltar com boas noticias nos próximos dias e me animar um pouco para conseguir escrever melhor, e trazer coisas mais felizes para cá. Cansei dessas energias negativas que têm me cercado. 

Por hoje é isso.

Me marquem nas TAGs, que tô sem pauta essa semana.

BEIJOS

PAZ

BEDA

BEDA #21 - Sobre entrar em furadas

agosto 22, 2017

Sabe quando você entra numa grande furada? Mas, tipo, você percebe na hora que é uma grande perda de tempo fazer determinada coisa, mas mesmo assim, por n motivos, vai lá e faz. Os dias passam, você tenta se convencer que vai melhorar, que vai ser bom, mas no fundo (ou não tão no fundo) fica mais claro que você fez uma grande besteira?

Nunca entendi a expressão "não adianta chorar pelo leite derramado", até que um dia derrubei todo meu leite na toalha limpinha da mesa da cozinha e fiquei super pensando "putz que merda eu fiz", ai que eu entendi. Não adianta querer voltar atrás e arrumar o que aconteceu, só nos resta tentar não repetir o erro (ou tomar cuidado para não derrubar mais o leite)
O post de hoje é para dizer que: ENTREI NUMA GRANDE FURADA

Podia estar falando do BEDA, mas não, apesar de ter falhado um dia e isso estar me irritando muito, esse eventinho de agosto (ou abril) que une a blogsfera é e está sendo lindo (me deixando louca, porém tá tudo maravilhoso).

Ainda bem que tudo tem prazo de validade e essa enrascada na qual eu me meti tem data para acabar.

PAZ

(não tinha post para hoje e isso estava me deixando nervosa; ainda bem que lembrei que desabafo também conta em blog pessoal... mesmo um tão sem pé nem cabeça, mas é não se pode dar nomes aos bois)

BEDA

BEDA #20 - Lendo Os Miseráveis: semana 3

agosto 21, 2017

(tentando ignorar a falta de post de sábado que fez com que a ordem dos números ficasse alterada. com fé em Deus vou conseguir deixar isso pra lá)

Mais uma semana de leitura muito agradável de Os Miseráveis se passou, e aqui estou eu para falar sobre minhas impressões em relação a essa narrativa tão densa e repleta de criticas sociais e políticas (que, infelizmente, parecem ser atemporais) escrita por Victor Hugo. Bom, seguindo o nosso querido cronograma, finalmente concluímos a leitura da primeira parte intitulada FANTINE.



Só para relembrar, até aqui ficamos conhecendo, pensando em personagens principais, o Monsenhor Bienvenu, Jean Valjean, Fantine, Cosette (que ainda é uma criança) e Javert. Na semana passada, eu havia parado na parte em que Fantine desmaia depois que o sr. Madeleine (que na realidade é Jean Valjean) a salva de ser presa por Javert.

Depois de descobrir que a vida de Fantine tinha sido arruinada, o sr. Madeleine (JVJ) a levou para sua casa onde montou uma enfermaria para atendê-la. A moça caiu doente e lhe deram poucos dias de vida. Assim, o prefeito logo tomou providências para que mandassem Cosette, filha de Fantine, de volta para o lado da mãe. Mas é claro que, aproveitadores que eram, os estalajadeiros Thénardiers passaram a cobrar altos preços alegando que só mandariam a menina quando uma suposta divida de remédios e tratamentos fosse paga. 

Nesse meio tempo, Javert aparece na casa do Maire (prefeito) contando uma louca história sobre como ele havia destratado um superior, no caso o próprio Madeleine, "acusando-o" de ser o tal Jean Valjean. O oficial diz que percebeu o erro quando lhe mandaram uma resposta de que o tal homem havia sido preso novamente e que três outros presidiários o reconheciam dos tempos das galés. Isso incita uma crise de consciência e medo em Jean Valjean (sr. Madeleine), que não consegue se decidir se deve ou não ir se entregar no lugar do homem que seria julgado como sendo ele. Sua consciência se divide entre se entregar e voltar para a cadeia, mas livrar um homem inocente, ou ficar quieto e continuar ajudando Fantine e a todos os moradores da cidade. Por fim, ele resolve contar quem é o verdadeiro Jean Valjean (não sem antes passar por muitos desafios e provações no caminho para a cidade onde o julgamento aconteceria, chegando a crer que os impedimentos eram providência divina). 

"Pela primeira vez em oito anos, o infeliz acabava de sentir o sabor amargo de um mau pressentimento e de uma má ação"
- Victor Hugo


Fantine, durante os dias em que o maire ficou fora, acreditava que ele havia ido buscar Cosette para lhe fazer uma surpresa. Ledo engano. A surpresa foi que, quando chegou à sua cidade, Jean Valjean encontrou uma Fantine muito debilitada, porém com um aspecto momentaneamente saudável causado, talvez, pela esperança de ver a filha. Porém, esse momento logo passou quando Fantine avistou Javert, que chegou para levar Jean Valjean. Nesse momento, Fantine descobre que Cosette não está ali e acaba falecendo de desgosto. 

Jean Valjean não se deixa prender, no entanto. Ele foge da delegacia e, como sabemos, irá buscar Cosette e protegê-la como prometeu para Fantine.

Nessa semana de leitura, o cronograma previa uma parte bem pequena, menos de 100 página (99 para ser exata risos), então não há muito o que contar. O livro continua naquele esquema de ir contando fatos que constroem a narrativa aos pouquinhos e fazem todo o sentido quando nos deparamos com determinado personagem em determinada situação. Estou gostando muito de conhecer pequenos detalhes históricos que, por falta de tempo, aprofundamento e pesquisa, acabamos não conhecendo durante nossas vidas acadêmicas. 

Acompanhe minha leitura!


BEDA 2017

BEDA #19- TAG: Minha letra é assim

agosto 20, 2017

Nem acredito que hoje já é dia 20 e que eu estou aqui, firme e forte e quase falecendo. Para celebrar esse momento de grande vitória vou apresentar minha bela só que não caligrafia para vocês. Vi esse meme/tag (cada um chama do jeito que quiser) no Beyond Cloud Nine e achei super válido responder também (e eu estava sem ideias de pauta para o dia de hoje).

Enfim, vamos ao que interessa! Primeiramente, as perguntas:

1. Qual o seu nome?
2. URL do seu blog?
3. Escreva: "The quick brown fox jumps over the lazy dog".
4. Citação favorita?
5. Música favorita no momento?
6. Cantor/banda favorita no momento?
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.


As respostinhas:



E a "tradução" da minha letra para quem não conseguiu entender:
  1. Gabriela
  2. odecimoterceiroandar.blogspot.com
  3. The quick brown fox jumps over the lazy dog
  4. "In 900 years of time and space, I've never met anyone that wasn't important"
  5. All I Want - A Day to Remember
  6. A Day to Remember
  7. Não sei o que escrever
  8. Cêis tudo ai que leram esse post!
Sou destra e estou num momento muito intenso de ouvir A Day To Remember (tenho isso umas duas vezes por ano, passo dias e dias só ouvindo eles). 

Quero conhecer a letra de vocês todos! Se fizerem a TAG não esqueçam de deixar o link aqui! 

💛

BEDA

BEDA #18 - O que postar?

agosto 18, 2017

Olár pessoinhas! Como você estão? Eu queria dizer que estou achando maravilhoso conhecer novos blogs e ter essa interação bacana proporcionada pelo BEDA. Tenho ficado muito feliz com os comentários que recebo e isso, migas, tá me ajudando a não desistir. Então, muito thanks!

Eu tinha colocado na minha pauta para hoje escrever sobre "querer ser escritora, mas não conseguir escrever". Então, bom, sentei para escrever o post, e voilà, não consigo escrever. Muito bom, né? Tudo bem que a intenção era falar sobre não conseguir escrever, tipo, um livro. Mas se eu não tô sedo capaz de fazer post, imaginem, então, vomitar no Word uma história grande e publicável? Bem difícil. 

Acho que já comentei por aqui que tenho uma história de com 40 mil palavras já escritas, mas não consigo voltar para ela. Eu tenho tudo bonitinho, personagens, backstories, resumo de enredo, etc. etc. Só que toda a maldita vez que pego nela para escrever, me vem um bloqueio gigantesco e eu não sei como continuar. É foda. 

Essa semana dei uma olhada nuns arquivos antigos e encontrei um texto que escrevi. É meio que o começo de uma outra história. Não me lembro quando escrevi, nem qual era o rumo que isso ia tomar, nem se tinha um rumo: às vezes eu tenho dessas de imaginar cenas na minha cabeça que são super legais, ai eu escrevo, mas só fico com aquilo ali solto. 

Agora tô com vontade de sentar um pouco e pensar sobre esse texto que escrevi, dar mais forma para ele, criar o resto da história. Mas não consigo, porque na minha cabeça eu preciso terminar uma coisa antes de começar outro. Ai não faço nada. 

Enfim, esse post é meio que um tapa-buraco pro BEDA, mas é também para pedir ajuda: como super um bloqueio criativo que já dura anos? S.O.S.

👽

BEDA

BEDA #17 - Mais um desabafo porque a vida não é fácil

agosto 17, 2017

É muito difícil ser uma pessoa que quer fazer mil e quinhentas coisas, mas ao mesmo tempo não consegue se organizar e acha que vai falhar em tudo. A frase a seguir me descreve bem, aliás:

Eu tenho essa personalidade alegre e uma alma triste no mesmo corpo. Isso fica meio estranho às vezes.

Dito isso: eu não me arrependo de ter me formado em jornalismo, MAS uma sementinha da discórdia está crescendo dentro de mim e me dizendo para mudar de área. E outra diz que eu preciso seguir meus sonhos e não estou conseguindo por conta de uma série de coisas, e então nunca vou conseguir realizá-los. E tem outra que diz que sonhos são para crianças e pessoas privilegiadas e que a vida real não permite que a gente perca tempo com eles. 

Eu não sei o que fazer.
Sério
Me ajuda.

Apesar de eu ter feito uns freelas nos últimos meses, não me sinto mais tão feliz escrevendo para uma revista (que é o que eu sempre amei e quis fazer). Eu tenho me sentido estagnada, desejosa por desafios e por viver coisas incríveis, mas como?

ALGUÉM ME FALA COMO VIVER COISAS INCRÍVEIS, POR FAVOR.

Ultimamente parece que eu não consigo aproveitar nada. Se pego um livro para ler, sinto que deveria estar me dedicando a escrever o meu (já que esse é meu maior sonho). Se estou assistindo uma série, sinto que estou perdendo tempo na vida e deveria estar procurando emprego ou tentando a sorte com alguma coisa. Se estou trabalhando, sinto que deveria estar me empenhando mais, que o que eu faço não é o suficiente e que eu nunca vou chegar lá.

Tá foda.

Eu quero um desafio novo, ms ao mesmo tempo tenho medo de sair da minha zona de conforto.

Vamos resumir: estou frustrada e ficando louca.

É isso.

BEDA

BEDA #16 - Small Words #2: Trigger Warning

agosto 16, 2017

.darkness

Ela podia sentir em seu âmago que algo se aproximava. Algo envolto em trevas, que trazia dor e desespero. Algo que a perseguia. Ela estava perdida. Mas acima de tudo, ela estava morta. Não havia saída. Não havia escapatória, mas ela correu. Correu, correu e correu, até sentir que o coração explodiria. Cada músculo de seu corpo parecia estar em chamas, mas ela não podia parar. Não havia chance de escapar dali com vida, mas ela não podia parar de correr. Tinha que fugir. Ela sabia que não seria capaz de lutar contra o que a estava perseguindo, não teria forças, não teria coragem, mas não conseguia parar de correr e fugir. Correr, fugir. Correr, fugir. Essas duas palavras pulsavam em seu interior e faziam com que ela se movesse. Uma perna e depois a outra. E de novo. E de novo. Até seu corpo não aguentar mais e traí-la. Caída no chão, rastejou e rastejou, mas ela sabia que era o fim. Não havia saída. Não havia escapatória. Não havia esperança. Nunca houvera. Era só uma questão de tempo até que aquele algo escuro e sombrio a encontrasse. Era só uma questão de tempo até que aquilo a alcançasse. E agora, tempo era tudo o que ela não tinha. Ela sentia aquela escuridão chegar cada vez mais perto. Cada vez mais perto. E mais perto. Mais perto. E mais perto. E mais perto. Até que finalmente o algo, a coisa escura e sombria, envolta em dor e desespero a alcançou. Mas ela, de alguma forma, havia se conformado. Aquele era o fim. Mas não havia mais importância. Aquele era o fim e ela não tentava mais – não queria mais –  correr e fugir. Nunca houvera esperança para ela, e agora que essa certeza preenchia sua mente ela já não se importava. A escuridão havia finalmente chegado e era o fim. E mesmo se ela desejasse com todas as forças não haveria outro fim além daquele. Lenta e bravamente abriu os olhos para encarar o fim. O seu fim. E no momento exato em que um último suspiro percorreu seu corpo ela sorriu.
 E foi o fim.


*Escrevi isso em 2013, quando ainda estava passando por um período bem ~complicado~ da minha vida. Muitos de vocês conhecem essa escuridão, eu tenho certeza, e espero que todos consigam, assim como eu, guardar ela em um cantinho onde ela incomode menos... porque eu sei como é impossível se livrar dela definitivamente. 

BEDA

BEDA #15 - So far so good?

agosto 15, 2017

Eu tenho começado todos os posts do BEDA com "eu nem acredito que consegui postar hoje". Tá ficando ficando feio, eu sei. Mas vai continuar assim. Então, EU NEM ACREDITO QUE CONSEGUI POSTAR HOJE. Vou gritar para o mundo porque não é nada fácil conseguir conciliar a vida pessoal, profissional, os livros, as séries e o blog todos os dias. Eu tinha planejado 31 pautas, mas quero dizer que já troquei tudo de ordem, exclui mais da metade e agora tô aqui, firme e forte e segurando nas mãos de Deus me virando para aparecer com alguma coisa todo santo dia. Mas já se passaram 15, chegamos na metade do mês (inclusive parece que a minha percepção de tempo deu uma mudada esse mês; eu geralmente vejo os dias passando bem rápido porque minha vida é super programada em tudo. Então eu já sei o que vou fazer hoje, daqui a 12 horas, quinta-feira, no dia 22, enfim: vejo os meses passando muito rápido por conta disso. Esse mês, parece que minha relação com o tempo ficou mais ~pé no chão~. Eu tenho sentido a passagem do tempo de forma mais consciente. É esquisito.


Mas vamos ao que interessa, hoje é dia 15 e eu prometi que no dia de hoje faria um post com uma lista dos posts que eu gostei muito, me fizeram rir ou que achei interessantes por N motivos durante essa quinzena de BEDA. Estamos bedando sim senhor e com muita qualidade. A blogsfera é linda e tem um pessoal por ai muito lindo também! Das vantagens do BEDA: conhecer novos blogs e pessoas que sabem fazer malabarismo com as palavras e contar uma história cotidiana como se fosse uma epopeia. 

Nessa categoria, preciso citar, em primeiro lugar, essa visita ao shopping que a Mia Sodré fez com o boy. Sou expert em passar vergonha em público, mas fingir que tá tudo bem. Ainda sobre eventos cotidianos que se tornam grandes aventuras, tem o relato da Michelle sobre sua experiência na academia. Isso me fez lembrar de umas situações que passei há um tempo e dar graças ao universo por ter finalmente achado um lugar em que as pessoas não ficam com olhares de julgamento para sua pessoa sedentária. Por fim, temos que mandar forçar para a Mari que deixou o crush (errado) ler o blog (e depois postou sobre isso no blog, maravilhosa, não?). Aos 45 do segundo tempo vi essa reflexão muito boa da Isadora falando sobre amar a si mesmo. Vale a pena!

Como o BEDA é um negócio poderoso e é bem difícil ser criativo o tempo todo, temos as amigas TAGS para responder durante o mês. Uma que amei e quero fazer em breve foi esta sobre Harry Potter que a Ana, do Suspirare, respondeu com tanto carinho e amô que me fez perceber que já está na hora de reler de novo (sim, reler de novo porque eu já reli, tenderam?) essa série tão maravilhosa, e voltar para esse universo incrível que está sempre de portas abertas. Sou piegas, não me julguem.

Vou deixar aqui uma listinha dos blogs que estou lendo com frequência nesse mês de desafio. Enjoy!


*Tem muuuuuitos outros bloguinhos, eu tinha feito um doc no Word com um listinha que fui salvando no primeiro dia, mas meu computador deu pau e perdi. Désolée.

BEDA

BEDA #14 - Lendo Os Miseráveis: semana 2

agosto 14, 2017

Olá pessoas! Tudo bom com vocês? Seguimos firmes e fortes no BEDA e também na leitura de Os Miseráveis. Cada dia que passa fica mais fácil de ler e não dá vontade de largar. Essa semana tive uns contratempos e pensei que 1) não conseguiria ler até domingo e 2) não teria como escrever o post de hoje. Mas aqui estamos!



Nesta segunda semana, li até o livro V da primeira parte denominada FANTINE. Até aqui, ficamos conhecendo o Monsenhor Bienvenu e um Jean Valjean mau, machucado pelos anos na prisão. Como eu contei no primeiro post sobre a leitura, o principal personagem da história conheceu, pela primeira vez em 19 anos, alguém que lhe estendesse a mão. Eu tinha parado de ler em um trecho anterior ao roubo da prataria do bispo (acredito que não existam spoilers de Les Mis, né? It's been a while now). 

"A alma dos justos adormecidos contempla um céu misterioso"
- Victor Hugo 

Enfim, Jean Valjean acaba levando embora os talheres e é capturado por dois oficiais que o levam até a casa de Monsenhor Bienvenu. Lá, o bispo de Digne surpreende à todos e dá ao ex-prisioneiro seus castiçais também (na verdade, levando em conta seu histórico de bem feitoria, não chega a realmente ser surpreendente o que ele faz). Feito isso, o único pedido/ordem do religioso é que Jean Valjean escolha fazer o bem a partir daquele momento.  

É nessa parte do livro que finalmente conhecemos a história de Fantine. Descrita como bela, inocente e virginal (apesar de não o ser), Fantine é apaixonada por um homem chamado Félix Tholomyès, que também é pai biológico de sua filha Cosette. Para ele, é tudo um jogo, um passatempo; ela, porém, o ama. 

"O mais ingênuo é às vezes o mais sábio. Isso acontece"
-Victor Hugo

Em certo dia, ela e suas três "amigas", unidas somente por essa amizade herdada pelo relacionamento amoroso, foram abandonadas em um passeio por seus respectivos amantes. Fantine, porém, foi a que mais sofreu apaixonada como estava. A partir daí, ela decide voltar para sua cidade natal, Montreuil-sur-Mer, para recomeçar a vida. É nesse momento que ela decide deixar a filha Cosette com um casal de estalajadeiros, digamos, muito oportunistas. Eles aceitam o negócio desde que ela pague um montante todos os meses. Fantine oferece um adiantamento e parte. Chegando à cidade, emprega-se numa fábrica cujo dono se chama Madeleine. Este senhor Madeleine é um homem bom, que fez fortuna de forma honesta e está sempre disposto a ajudar quem precisa (lembraram de alguém?). Desde sua chegada, a cidade prosperou de maneira como nunca vista antes e, por tal motivo, ele é convidado à ser prefeito da cidade: recusa algumas vezes, mas por fim, depois do clamor do povo, cede.  

"Possuía uma pequena biblioteca bem montada, e amava os livros,q ue são amigos imparciais e seguros"
-Victor Hugo

A vida de Fantine vai bem, mas, como é inerente ao ser humano, as pessoas ficam curiosas sobre sua chegada e seu passado. Uma funcionária da fábrica acaba investigando a moça e descobre que ela tem uma filha e que a deixou em outro lugar. Em nome "da moral e dos bons costumes", manda embora Fantine, alegando, ainda, que quem ordenara havia sido o sr. Madeleine. É ai que tudo começa a ir mal para ela. Passamos a ver o desespero dessa mulher para poder enviar o dinheiro prometido aos estalajadeiros - que aumentam o valor em cada carta que enviam. Fantine começa a costurar, mas suas dividas só se acumulam. Em determinado dia, ela resolve vender os cabelos loiros e compridos. Mais tarde, ela se vê tomando a decisão de vender os dentes (!!!), seus belos e brancos dentes, de modo a conseguir salvar a vida de sua filhinha (que, segundo o casal de aproveitadores, estaria muito doente). Vemos Fantine, que era bela, inocente e virginal, se tornar uma pessoa amargurada, podemos perceber o ódio crescendo dentro dela, assim como a loucura de quem chegou ao fundo do poço. Fantine, finalmente, se rende ao que parece ser sua última forma de conseguir dinheiro: a moça, antes bela e doce, se torna prostituta. 

Fantine acredita que o culpado por seu destino é o sr. Madeleine. No entanto, depois de um incidente em que acaba brigando com um homem na rua e é levada por Javert à delegacia, ela é surpreendida pelo homem, que intervém e manda que ela seja libertada. Javert, que desde o começo nutre uma desconfiança em relação ao sr. Madeleine, acata a ordem, mas fica contrariado. Fantine, então, fica confusa quanto ao homem que, até então, ela odiava por acreditar ser ele o causador de seu sofrimento. O sr. Madeleine lhe promete que ela nunca mais precisará trabalhar se quiser e que poderá buscar a filha: ele vai providenciar tudo. Fantine, então, desmaia em seus braços.

Bom, gente, esta segunda semana de leitura foi ótima. O livro flui cada vez melhor e a história começou a se adensar. Como eu disse no primeiro post, é muito interessante ver a maneira como Victor Hugo relata os acontecimentos e vai contando diversos fatos e ações dos personagens que aprecem pequenos, mas que depois se explicam nos capítulos futuros. Estou gostando muito da leitura e não vejo a hora de chegar na parte da Revolução Francesa risos.


BEDA

BEDA #13 - Mini playlist de domingo

agosto 13, 2017

Chegamos ao 13º dia de BEDA! Uhullll *dancinha da alegria*. Nem acredito. Sério, pensei várias vezes que não ia mais conseguir continuar essa semana devido a umas coisinhas que aconteceram, mas here I am! YAY

Como já estamos sobrevivendo a base de aparelhos respiratórios, o post de hoje é uma playlist que criei as pressas.

Também quero deixar aqui o meu feliz dia dos pais para todos os pais, mães e pessoas que fazem esse papel na vida de vocês! Ontem fui ao cinema com o meu, ver Planeta dos Macacos e hoje cedinho (tipo BEM cedinho, tipo 6h da matina, fomos pescar... o que não faço pelos meus pais, não é mesmo?).

Bom, por hoje é isso! Aos trancos e barrancos, mas cumpri o desafio de hoje! BEDEI!!! Como vocês poderão notar, é uma mini playslist bem misturada risos.


#PAZ

ansiedade

BEDA #12 - Vida de freela, vida de desemprego

agosto 12, 2017


Estamos no dia 12 de agosto. Dia 14, meu freela, que durou 5 meses, acaba com uma festa de premiação (trabalhei na organização de um Prêmio, caso estejam se perguntando). Este ano minha vida de jornalista freelance começou logo em fevereiro, quando cobri as férias de uma repórter. Minha vida de recém-formada se iniciou de uma maneira bem diferente da que eu imaginava. Eu, que gosto de segurança, certezas, emprego fixo, CLT, plano de carreira, férias, horário de entrar e de sair, tive que me acostumar a trabalhar em casa, mais especificamente no meu quarto. Precisei aprender na marra a me organizar para não deixar a ilusão de "ter tempo livre" fazer com que as coisas  se acumulassem. Tive que colocar na minha cabeça que mesmo que eu estivesse em casa e fosse esquisito, eu estava trabalhando (a depressão bateu tantas vezes nesses meses que passaram, que me peguei várias vezes em meio a crises de ansiedade por "não ter trabalho", enquanto decupava uma entrevista, mandava e-mails e digitava minhas matérias). Fui ensinando a mim mesma que não tinha a obrigação de checar meu e-mail 24 horas por dia porque "alguém poderia estar precisando que eu fizesse alguma coisa". Essa necessidade que eu tenho de ser útil ainda vai ser o meu fim. Entrei numa rotina de levantar todos os dias às 8h (sem trânsito, meu bem, e podendo viver minha "vida pessoal" de tarde, dormir pelo menos 8 horas por noite é um luxo), ligar o notebook antes mesmo de tirar as remelas dos olhos sorry not sorry e tomar meu primeiro café preto da manhã Meu #lookdodia: pijama e chinelo. Comer em frente ao computador voltou a ser um hábito perdido no fim da adolescência. Mais tarde, quando comecei a pegar o jeito da coisa, percebi que era melhor me vestir como qualquer pessoa em um dia normal no escritório porque 1) ficar de pijamas o dia inteiro me lembra um período ruim da minha vida, e 2) roupas de trabalho me faziam sentir mais preparada para trabalhar sério. Não foi uma experiência ruim, pelo contrário. Ser freela é muito bom. Ter controle sobre seu tempo e não viver aquele tal 9 to 5 (ou, no caso de nós do BR 9 to quando Deus quiser que você chegue em casa) é maravilhoso. Comecei a ir na academia todos os dias porque posso ir na parte da tarde (levantar de manhã para malhar? Deus me dibre). Tenho mais tempo para mim e para ler (mas jogo The Sims porque a vida é foda). É muito bom e seria ótimo poder viver o resto dos meus dias com as tardes livres para fazer o que eu quiser, MAS como viver de freelas se você tem 22 anos, acabou de sair da faculdade e não é uma dessas pessoas prodígio que se envolve em mil projetos e é amado pela galera toda? Onde a gente consegue trabalho? Se não fossem os meus poucos, porém ótimos, contatos feitos durante os quase 2 anos de estágio numa revista eu acho que estaria depressiva e me sentindo inútil até agora - sem emprego, sem motivação, sem vontade de viver. Mas dia 14 está chegando. A voz que eu consegui guardar no fundo da mente - e que me diz que eu não estou evoluindo profissionalmente - voltou com força total. Estou atirando para todos os lados, mas, repetindo o que todas as pessoas do universo, a mídia, Deus e minha família estão dizendo: o mercado está difícil para todo mundo. Para quem "está começando" e não tem 150 anos de experiência, 10 pós-graduações e 20 mestrados, então? Tá foda. Eu odeio ficar parada. Odeio sentir que não estou avançando, mas principalmente odeio não ter um emprego seja ele qual for. Eu tenho NECESSIDADE de ter horário para entrar e sair, uma empresa até onde ir, hora de almoço, human contact com colegas de trabalho e salário caindo na conta todo 5º dia útil. O resto é fácil de fazer. Mas eu preciso de um emprego com urgência.

BEDA 2017

BEDA #11 - TAG: 31 perguntas que ninguém me fez

agosto 11, 2017

Oi pessoal! Chegamos ao 11º dia do BEDA e eu estou falecendo, não é maravilhoso? Hoje trago para vocês uma TAG que vi no Beyound Cloud Nine e resolvi fazer. São 31 perguntas sobre coisas muito importantes na vida de uma pessoa só que não, e acredito que vocês precisam ter esse tipo de conhecimento sobre mim.

Sintam-se à vontade para responder também! 


1.Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete? 
Cara, eu tive que pesquisar o que é coentro. Se for tipo cheiro-verde, acho que  bem ok com ele. 

2. O que você acha de áudios do WhatsApp? 
Gosto bastante, tem coisa que só é possível explicar falando.  

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas? 
Não sei? Não me lembro desse chocolate. Sei qual é, mas não sei se já comi ou não. 

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto? 
Que pergunta estranha, eu hein. Vou com G, que é a inicial do meu nome.  

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã? 
Depende. Se eu ver que tem notificação do WhatsApp da minha mãe ou de mozão eu abro ele, senão vou direto no Instagram.  

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo? 
Não gosto de balas de nenhum tipo *se prepara para ser linchada na rua*. 

7. Que cor você acha menos confiável? 
Érrqualquer uma gritante? Pra mim é tudo preto, cinza e um ou outro azul ou roxo. 

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou? 
Não tenho  ideia. Geralmente se o filme não me pega nos primeiros 5 minutos eu abandono. 



9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho? 
Vocês já tentaram chegar perto de um pato? Não né. Óbvio que um golfinho.  

10. Toddy ou Nescau? 
Nescau. Juro que não entendo quem prefere Toddy. Primeiro que aquela merda não dissolve de jeito nenhum. Segundo que aquilo tem um gosto tão estranho e meio metalizado que nem sei descrever. Blargh. 

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros? 
Não? 

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas? 
Cara, tem uns quotes bem legais sobre isso. Acho bacana. 

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa? 
Ouro branco.

14. Qual era seu desenho favorito na infância? 
Gostava de muitos, mas o meu preferido era Rocket Power. Saudades quando passava esse tipo de coisa na TV. 

15. Que série você jamais reveria? 
Não sei. É igual a situação filme: se eu não curtir o primeiro episódio nem me dou ao trabalho de ver o resto. Mas acho que não sou capaz de ver Breaking Bad do começo de novo, apesar de ser uma das minhas favoritas.

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta? 
Eu fico bem tentada a dizer Draco, porque ele é um pé no saco gigante. Mas acho que o pai dele é bem pior. Não suporto. E não podemos esquecer da Umbridge. 

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal? 
Costumava comer quando eu achava que isso emagrecia. Porém sabemos que não.  

18. Com quem você dividiria um Bis? 
Uma única unidade de Bis? Seriously? Isso ai é tipo Yakult, cara, não dá pra dividir.  



19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua? 
Compraria livros. (Obviamente depois de me certificar que o dono não está mais por ali e que é impossível encontra-lo). 

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha? 
Depende da comida. Mas, no geral, depois de um dia e meio já não tenho coragem de comer sobras.  

21. Qual é seu número preferido? 
Não me perguntem o porquê, mas meti na minha cabeça que é 13. Inclusive expliquei isso no terceiro post do BEDA.

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular? 
Não tenho nenhum aplicativo “inútil” porque nem espaço direito tem no celular pra isso, migas.  

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado? 
Não sou fã de Friends, meu negócio é ficção científica/policial, aventura, etc. Mas tiraria o Ross porque ele é um cara muito chato.  

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz? 
Já começa que eu não gosto de arroz. Então sou contra. Muito carboidrato junto.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara? 
No vestibular há uns 5/6 anos? 

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula? 
Não sei quem conseguiria comer tanta rúcula pra chegar nesse ponto. 

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat? 
Uns dois dias. 




28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo? 
Sempre como a mesma coisa: um monte de salada e alguma coisa grelhada. Porém se for um kilo com churrasco, mando churrasco pra dentro (sim, sou ogra). 

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber? 
, não? 

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor? 
Apesar de eu amar o frio com todas as minhas forças, eu gosto dele porque posso ficar quentinha e confortável. Então acho que prefiro passar muito calor.  

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa? 
Nunca saber. PAZ.