pensamentos

Sobre momentos de inocência e ignorância (no bom sentido)

abril 24, 2017


Quando eu tinha 17 anos tive uma conversa com o meu pai sobre qual curso eu gostaria de fazer na faculdade e porquê. Eu estava chegando perto da época de prestar vestibular, e havia mudado minha eterna opção de ser engenheira mecânica (sim!) por fazer qualquer curso que não tivesse matemática envolvida. Na realidade, essa conversa teve duas partes. A primeira foi justamente no momento em que eu percebi que não tinha a menor afinidade com números e que as chances de passar no curso que eu tinha idealizado desde sempre eram quase nulas. Conversei com meu pai de maneira muito franca, mas com o coração apertado – afinal, imaginei continuamente que um dia poderia trabalhar ao lado dele e, acredito, ele também pensou sobre isso. Expliquei meus motivos, minhas dúvidas, meus medos e principalmente o pavor irracional que eu tinha de falhar – tanto no vestibular, quanto na faculdade. Meu pai, o homem mais compreensivo do mundo e meu fã número 1, disse que isso não era problema. Que eu devia fazer o que achava que seria melhor para mim e que ele se orgulharia seja qual fosse minha escolha.

 O que você decidir, está decidido!

O segundo momento desse diálogo aconteceu alguns meses mais tarde. Eu finalmente havia elegido qual seria o curso “sem matemática” e mais condizente com as minhas habilidades e conhecimentos: jornalismo. Expliquei para ele que, de todas as opções que eu tinha analisado, esta se encaixava melhor nos meus planos. Disse que não poderia fazer Letras, apesar de gostar muito de ler – sei que não se resume a isso, mas eu adolescente na época e não sabia disso –, pois não queria ser professora, não tinha vocação para isso. História nem pensar. Não. Mesmo que meu interesse por essa matéria no colégio fosse grande, não poderia ser minha graduação, justamente por eu não ter – ou achar que não tinha – o dom de lecionar. Justifiquei minha escolha de todas as maneiras possíveis até chegar num ponto da conversa que me marcou profundamente tamanha a ingenuidade em minhas palavras.

 Escolhi jornalismo, pai, porque assim me formarei na faculdade fazendo o que gosto: ler e escrever muito. E, enquanto isso, posso me dedicar ao meu objetivo maior, que é escrever um livro. Mas como preciso ter uma profissão, vou escolher essa.

Eu realmente pensava que seria fácil assim. Faria faculdade, só para ter o famoso superior completo. Havia escolhido um curso que poderia estimular e refinar minha escrita e, no fim das contas, teria todo o tempo do mundo para escrever meu livro. Simples assim. Viveria disso. Seria escritora. Meu pai me olhou nos olhos, balançou a cabeça e disse “Filha, faça isso. O que você escolher está bom demais para mim”. Naquele momento senti que tinha resolvido tudo. Acertado todos os ponteiros do universo e me prepararia para uma jornada na qual só importaria me dedicar ao meu sonho. A inocência desse momento me sufoca até hoje quando penso naquela conversa. Como era simples sonhar e ter a garantia de que tudo seria possível independente de qualquer coisa.


52 Semanas

Meus piores defeitos

abril 22, 2017



É bem difícil falar da gente mesmo, não é? Geralmente as pessoas veem a si próprias sob uma perspectiva meio ruim (algumas não, algumas pessoas tem uma auto-estima, que meu Deus, queria ter). Acho complicado falar sobre meus defeitos ou qualidades, é tudo muito subjetivo. Talvez só eu enxergue algumas dessas coisas como defeitos, né? Acho que é assim com a maioria dos humanos. Mas vamos lá:

1. Roer as unhas
Se minha mãe um dia chegar a ler este post ela vai, com toda certeza, falar "Tá vendo, Gabriela, eu sempre te falei que é feio...". Mano, as vezes eu ponho a mão na boca e nem percebo, mas quando tem gente por perto tem momentos que eu fico ~self aware~, fico muito consciente de que tá muito feio e desesperador eu mordendo aquele dedo, mas não consigo parar. Eu tô tentando, juro. 

2. Sou muito responsável
Eu sou tipo a mãe do rôle. E eu sei que eu sou chata as vezes falando tudo que pode dar errado se as pessoas não tomarem cuidado com isso ou aquilo. Eu sei muito bem que eu corto o barato da galera. Mas, assim, não é como se eu fosse ligar o foda-se de um dia para o outro, não é mesmo? Alguém tem que ser responsável afinal de contas. Né? Não? Well...

3. Perfeccionista com trabalhos em grupo
Genteeee, eu sou muito chata e controladora com trabalhos e projetos. Muito. Eu quero que tudo saia o melhor possível e exijo (sim, você leu bem, EXIJO) que as pessoas se esforcem pelo menos o minimo para fazer as coisas direito. Eu planejo, delego funções e dou prazos. E, honestamente, por mais chato que seja, não me arrependo. Amo ver meu esforço recompensado e quando isso depende de outros, eu com certeza vou fazer com que tudo de certo de um jeito ou de outro. (eu sou chata, já disse).

4. Falo muito alto 
Isso é um problema sério, porque é muito feio. São duas situações: 1) eu me empolgo e começo a falar alto e rápido e 2) eu tô muito nervosa/putassa com alguma coisa e começo a erguer a voz mesmo se só estiver relatando o que aconteceu. É complicado, mas a família toda é assim.

5. Penso demais
Em inglês a expressão é overthink. E eu faço isso o tempo todo. Eu tento prever todos os cenários possíveis - bons e ruins - antes de tomar uma decisão, seja ela sobre algo grande ou seja, tipo, comer uma bolacha. Não como bolacha, mas enfim, vocês pegaram a ideia. Eu viajo demais na minah cabeça de vez em quando. Tanto, que tem vez que fico emputecida com coisas que nem aconteceram ainda e que no fim das contas não saem do jeito que a minha mente pessimista pensou.

É isso. Um mix de mau-humor e chatisse num pacotinho fofo. Só que não. 

Foi mais difícil do que eu imaginei escrever sobre meus defeitos. Eu sei que tenho muitos e eu penso neles o tempo todo, mas escolher 5 e descrever o que acontece, Jesus amado. Sofri. Mas tô viva. Vamos continuando.






hobbies

Revisando minhas metas

abril 21, 2017

Uma das primeiras coisas que eu disse que tentaria fazer em 2017 foi que eu criaria e manteria um blog. Criei. Não consigo manter. Não na constância que eu achei que dava pra fazer. (Ou seja, todos os dias). Não né, mores? Não dá. Então resolvi dar uma revisada nas minhas metas e percebi que preciso fazer uns ajustes na maioria delas. Principalmente porque eu não consigo de jeito nenhum estabelecer objetos reais e alcançáveis. Já começo me sabotando sempre. Segue normal.


Até porque, assim, o que eu tinha planejado no primeiro mês do ano foi baseado na situação que estava rolando na minha vida naquele momento. Ai, né, como sempre, as coisas mudaram. Sabe o peão da casa própria? Então, veio a vida rodando e girando, girando e rodando e agora preciso refazer os planos. Vou dividir em categorias porque são muitos ajustes em cada área.

Sobre o blog:
  1.  Entrei em alguns grupos de blogs no Facebook, mas até hoje não tive coragem de me apresentar em nenhum. Preciso mudar isso.
  2. Não me dedico o suficiente. E eu sei disso. Preciso me habituar (ou me forçar mesmo) a tirar uma hora do meu dia para planejar coisas para o blog. 
  3. Vejo a galera super se divertindo nos grupos com postagens coletivas e os caramba a quatro. Também quero.
Sobre exercícios físicos e dieta:
  1. Uma das minhas metas era ir na academia pelo menos 3 vezes por semana, mas não rolou. Ai eu fiz um balanço geral da minha vida/rotina e percebi que eu não consigo porque eu ODEIO treino de academia. Detesto ficar repetindo exercício e não tenho forças pra sair de casa pra ficar 30 minutos numa esteira.
  2. Decidi que quero fazer uma atividade física dinâmica, Crossfit ou uma luta, provavelmente Muay Thai. O problema: grana, obviously. 
  3. Quero fazer alguma coisa para ajeitar minha postura e curar essas dores nas costas que eu tenho. SÉRIO, EU TENHO 22 ANOS e pareço uma velha com dor nas costas. As vezes até dá umas travadas. Chega. Pensei em Pilates, mas ainda estou pesquisando sobre. 
  4. Comecei a ler e ver vídeos sobre dietas low carb. Testei por uma semana (daquele jeito, mas né). Gostei e me senti mais leve e disposta.  Quero tentar seguir por um mês inteiro sem dar nenhuma fugidinha, só pra ver o que acontece. 
Sobre livros:
  1. Eu tenho exatamente 66 livro não lidos (na verdade são 72 agora, mas ainda não tô contando esses). Minha meta era não comprar mais nenhum, mas ai mozão me deu um, meus sogros me deram vale-presente da Saraiva e mozão e eu achamos um perdido no chão do shopping. Ai já viu né. 
  2. Preciso separar um tempo do meu dia somente para ler. Antes, quando eu era adolescente, eu conseguia ler uns 20 livros por mês, sem brincadeira. Já cheguei a ler 5 numa semana só. #saudades. Agora, é claro, não tenho mais tanto tempo livre, mas quando tenho não me dedico a ler. Aliás não me dedico a nada, fico moscando.
  3. Eu tenho uma história de 50.000 (50 mil) palavras não terminada. E eu nunca consigo sentar e escrever. Tá ai mais uma coisa para a qual eu preciso separar um tempo e fazer.
Acho que era isso. Pelo menos por enquanto. Eu venho refletindo sobre essas coisas no último mês e acredito que no momento são as prioridades. Tenho uma meta que citei no começo do ano que está em andamento: aulas de francês. Começo semana que vem e tô super ansiosa!!

Comprei uma batedeira. Isso não é uma meta, nem é tão big deal assim, mas eu amo fazer doces (olha a dieta já querendo ser furada) e eu precisava muito de uma. Minha mãe queria me dar logo uma de 300 paus, mas eu sendo a mão de vaca que sou (sou muito muito, vocês não têm ideia. Menos com livros) falei que não queria e ai encontrei uma bem basiquinha por 70 reais. Tô bem feliz, mas as receitas vão dar uma pausa de um mês, vide vontade de não jacar na dieta low carb por  30 dias inteiros. Mozão vai ter que me ajudar.

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