original

Small Words #1: 'bout me

fevereiro 13, 2017

Reprodução/Pinterest
Meu nome é prosa, sobrenome: poesia. Vivo em mundos diferentemente idênticos. Perdi-me em fantasias criadas por outros. Roubaram-me de mim. Fui presa no infinito que se finda. Provei dos venenos mais nocivos. E vivo. Sobrevivo. Nasço e renasço periodicamente. Sou perseguida por folhas em branco. Atormentada por dezenas de vozes, de vidas. Habito naquilo que não faz sentido. Meus amigos têm capa e contracapa. Têm Prólogo e epilogo. Sou palavra, frase e letra. Eu sou parágrafo. Não me pertenço. Sou cada página que folheio, cada história que imagino. Sou todos e sou nenhum. Sou a tinta no papel. Sou regida pela lua. Voo com o vento. Guio-me pelas estrelas. Caminho pelas nuvens...

…e por vezes tropeço na realidade.

ansiedade

Ansiedade e hobbies

fevereiro 10, 2017

Desde que me descobri apaixonada fervorosa e arrebatadoramente por palavras, sempre tive vontade de compartilhar meus pensamentos por escrito (porque falando é foda) com as pessoas. Sei que hoje, pleno dois mil e dezessete, rede mundial de computadores fervilhando, etc., tem muita gente na blogsfera. São tantas pessoas que parece que não tem espaço para mais ninguém. Engano! Passei os últimos dias mergulhada nas profundezas dessa rede e descobri páginas incríveis e inspiradoras. A grande lição que tirei desse garimpo online, no entanto, foi que a maior parte dessa galera não tem um milhão de seguidores, mas sim um grupinho ali de meia dúzia de pessoas e isso já está ótimo. É tipo ter amigos virtuais que leem o seu diário pessoal. Durante essas horas quase infinitas de “abrir em uma nova guia” percebi com clareza duas coisas: (1) sempre gostei de ler blogs onde as pessoas falam sobre suas vidas cotidianas e (2) sempre achei que eu deveria ter um blog com assuntos relevantes para a sociedade.

Então eu li esse post maravilhoso e entendi que o que eu sempre quis, de verdade, foi um espaço meu, para onde eu pudesse ir de vez em quando contar umas histórias que talvez só façam sentido se contadas por escrito mesmo, no rules, no pressure. Aí eu peguei todo o planejamento que fiz e comecei a me questionar “porque diabos você precisa de uma planilha de posts se aqui é pra quando você sentir vontade de escrever sobre alguma coisa? ”. Ainda tô procurando respostas para isso, mas já deu uma aliviada no coração saber que eu não tô sozinha nessa jornada de querer escrever o quê e quando der na telha. Tenho um arquivo cheio de coisas que quero postar? Tenho e não me arrependo, porque são listinhas (amo listas), TAGs e desafios legais que podem me ajudar a desenvolver ainda mais minha escrita. Então tô super ansiosa pra dar início aos trabalhos!


~ YAY ~

Porém (na minha vida sempre há um porém) isso me leva a uma terceira autodescoberta: eu tenho me estressado por não dar conta dos meus hobbies.

Isso é pura loucura. Às vezes eu piro pensando em todos os episódios de séries que tenho para ver, outras novas para começar a assistir, livros para ler, textos para escrever e começo a me desesperar. E, cara, não dá. Mas é que a vida, às vezes, parece uma competição, parece que todo mundo consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo menos você. Fulana viaja o mundo todo, da conta de estudar e trabalhar, tem vida social mega ativa e ainda tem 595 passatempos diferentes que realiza todos os dias. Enquanto isso, aqui do outro lado, tem dias que eu tenho debates mentais sobre levantar dez minutos mais cedo pra lavar o cabelo ou dormir mais dez minutos e passar o dia me odiando por não ter lavado o cabelo. Às vezes eu fico deitada na cama fazendo Vários Nada™ deixando a vida passar e aí dá onze horas da noite e eu quero ver série, ler livro e escrever texto tudo na mesma hora porque estou atrasada com isso. Parece loucura.

O que eu quero dizer é que chega. I’m done! Apesar de ter uma meta de leitura que quero muito cumprir esse ano, vou reorganizar minhas prioridades e me cobrar menos sobre colocar Doctor Who em dia ou escrever textos todos os dias. Se rolar, rolou; se não, vida que segue. Quero que meus hobbies voltem a ser só hobbies e não obrigações. Afinal – tirando a parte de escrever textos – eu não trabalho com essas coisas nem dependo delas. Era pra ser divertido.

Então, quero dizer que cheguei. Tô aqui para quem quiser (quem vier) ler! 

~cheguei!~


Gabi Reads

Gabi Reads #4: Nevermore (Kelly Creagh)

fevereiro 10, 2017


Autor: Kelly Creagh
Editora: Pandorga
Páginas: 448

Sinopse:  A líder de torcida Isobel Lanley fica horrorizada quando descobre que seu parceiro para o projeto de inglês é Varen Nethers e que o projeto deve ser entregue — tão injusto — no dia do jogo contra o rival do colégio. Frio e indiferente, cínico e com a língua afiada, Varen deixa claro que ele também preferia não ter que estudar com ela. Porém, quando Isobel descobre um texto estranho escrito no diário de Varen, acaba vendo com outros olhos esse enigmático garoto de olhar expressivo. Logo Isobel começa a inventar desculpas para poder encontrar Varen. Afastando-se cada vez mais de seus amigos e do namorado possessivo, Isobel entra mais fundo no mundo de sonhos que Varen criou nas páginas de seu diário, um mundo onde as aterradoras histórias de Edgar Allan Poe ganham vida. Enquanto seu mundo começa a desmoronar ao seu redor, Isobel descobre que os sonhos, assim como as palavras, têm mais poder do que ela imaginava, e que as realidades mais assustadoras são aquelas criadas pela mente. Agora ela precisa encontrar uma maneira de chegar a Varen antes que ele seja consumido pelas sombras de seus próprios pesadelos. A vida dele depende disso.

Bom, para começar essa resenha, preciso dizer que comprei o livro pela capa e já li faz uns 3 anos, mas vou aproveitar parte dos comentários que fiz na época.

Então, eu amo Edgar Allan Poe e amo ler tudo que tenha relação com ele. Quando vi a capa com o corvo desenhado e escrito Nevermore não tive dúvidas: comprei. Ele ficou um tempo parado na minha estante até que um belo dia resolvi ler a sinopse. Sim! Eu não fazia ideia do que se tratava. Confesso que até o momento que o peguei para ler a imagem que eu tinha na cabeça era de que esse livro era sobre vampiros.

Vi vários comentários negativos sobre o livro no Skoob. Coisas do tipo “até tal capitulo é bom, depois ficou confuso e mal explicado”, “a narrativa é cansativa e enrolada” e muitos outros mimimis que me deixaram irritada! Mas, é claro, cada pessoa entende de um jeito e por isso as opiniões divergem. Porém, contudo, entretanto, todavia eu preciso sair em defesa de Nevermore. À primeira vista, parece mais um daqueles livros YA onde a mocinha é tonta e o mocinho é rico e lidera a vida da mocinha. Eles se odeiam. Depois se amam e tal. Não é bem assim...

Ok. Eles se odeiam e depois se amam. Mas, o mocinho, no caso o Varen, não é aquele típico galã, lindo e maravilhoso. Uma que o cara é gótico, super pálido (olha quem fala) e usa lápis nos olhos. Além disso, ele trabalha numa sorveteria coisa que é atípica nesse tipo de livro. A mocinha não é tonta. Tá vai, ela é um pouco tonta, mas vou dar um desconto pela idade. Quem não era meio bobinho com 16?. Outra coisa que gostei no livro foi que ela não passou a maior parte dele reclamando do corpo, ela nem toca nesse assunto. Mais um ponto para ele. O drama começa porque ela, que é cheeleader, namora um jogador de futebol americano do colégio, o famoso quarterback, que obviamente (e seguindo um belo estereótipo) é um otário e fica putinho porque a Isobel precisa fazer um trabalho da escola com o Varen. Aí rolam uns desentendimentos, umas ameaças e um pouco de bullying...

O ponto central da história, no entanto, envolve uma coisa chamada Sonho Lúcido que, de acordo com meus parcos conhecimentos sobre o tema, pode ser alcançado com um pouco de treino. É um tipo de experiência “extracorpórea”, digamos assim, em que você consegue controlar suas ações dentro dos sonhos. Bom, quando Isobel entende o que está acontecendo, ela já está atolada até o pescoço na história e não tem como – e ela nem quer - voltar atrás. A essa altura do campeonato ela está apaixonada pelo Varen e vai fazer de tudo para salvá-lo do mundo que ele mesmo criou.

''--Se você contar a alguém, eu irei até você à noite e destruirei sua alma perene.''

Não podendo confiar em ninguém, Isobel se vê num mundo onde nada é o que parece, mas tudo pode ser. É como se o mundo dos sonhos e o real pudessem ser um e outro ao mesmo tempo. Para resumir, existe uma porta entre os mundos que precisa ser fechada. Mas quando Isobel, com a ajuda de um homem conhecido como Admirador de Poe, consegue voltar para a realidade para destruir a chave que liga os dois mundos, ela descobre que foi enganada.

Em relação às características dos personagens, os principais têm personalidades e estilos completamente diferentes. Além da bizarra combinação lider-de-torcida-gótico-filho-da-escuridão, tem ainda Gwen, uma hippie completamente louca, que parece ter fugido de um hospício! Em várias cenas eu a imaginei como aqueles personagens de anime que ficam em miniatura rodando ao redor do personagem principal e falando sem parar risos.

Eu acredito que muitas pessoas não conseguiram entender quando o livro passou a ser narrado no mundo dos sonhos. É lógico que as coisas aconteciam meio sem explicação e meio jogadas no nada. Quando você sonha, tudo faz sentido? Você surge de repente num lugar. Você sai de uma cozinha e chega em sua sala de aula. Você vê coisas estranhas, movimentos estranhos e por aí vai. Num mundo criado a partir de sonhos que continham imagens de histórias e poemas de Poe, nada faria sentido mesmo. E ainda assim eu achei que tudo escrito ali se encaixava muito bem.

Só tenho uma reclamação e é sobre a revisão. Em muitas frases faltavam conectivos, preposições e outras coisinhas. Faltou um pouco de cuidado. Em alguns momentos a tradução “comeu” pedaços do original (eu fui procurar umas frases no original e não tinham nada a ver com a tradução), mas ainda assim o sentido se manteve.
Livro recomendadíssimo!



Outra recomendação, é que se você nunca leu nada do Poe vá ler agora!

Beijinhos da Gabi!


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Gabi Reads

Gabi Reads #3: No Bosque da Memória (Tana French)

fevereiro 08, 2017


No Bosque da Memória
Autor: Tana French
Editora: Rocco
Páginas: 510

Sinopse: Em um bosque na cidade de Dublin, algo espera pelo detetive de polícia Rob Ryan. Lá, entre as árvores, sobre a relva, está o cadáver de uma menina. Será preciso mais que competência para investigar esse assassinato: todas as pistas levarão Rob a confrontar o próprio passado - uma teia de segredo, mentiras e medo tecida sobre um terrível trauma de infância. No bosque da memória, é a surpreendente estreia de Tana French, a nova voz do suspense mundial.
Esse livro é do c@r#*$!, mas tem uns defeitinhos...
Em No Bosque da Memória, Tana French tece complicadas, e muitas vezes, confusas teias de acontecimentos que estão todos ligados de alguma forma. Neste livro, o detetive Rob Ryan é chamado para investigar o assassinato de uma garotinha, e todas as suspeitas apontam para o pai dela. Porém, o caso é muito mais complexo do que ele imaginava. Rob guarda um segredo, um passado que volta a assombrá-lo e traz revelações que podem ajudá-lo a solucionar um caso que aconteceu há muitos anos, quando ele era apenas uma criança quando novas pistas surgem durante essa nova investigação.
Os personagens que compõe o livro são muito bem construídos e a trama foca muito no psicológico de cada um, tornando-os mais humanos, trazendo-os para mais perto do leitor. Mas a história em si é um pouco confusa e o desfecho deixa alguma pontas soltas. Talvez a intenção dela fosse escrever uma continuação. Mas vamos ao que interessa:
Rob Ryan era apenas um menino de 12 anos quando a tragédia de sua vida aconteceu. Certo dia, enquanto brincava no bosque com seus dois melhores amigos, algo terrível aconteceu e seus amigos desapareceram. Rob foi o único a escapar ileso. Porém, as feridas na alma não cicatrizaram nunca.
Vinte anos depois do ocorrido, Rob é agora um detetive que teve de mudar de nome para que ninguém soubesse sobre seu passado. Ele próprio tinha poucas recordações sobre o que acontecera. Até o dia em que o corpo de uma garota é encontrado no mesmo local da tragédia. Confrontado com seu passado, Rob trabalha duro ao lado de sua companheira de profissão Cassie Maddox, para descobrir quem matou a criança. Assim, uma teia de mentiras, inveja e segredos se forma ao seu redor, sufocando-o.
Antes de tudo devo lembrar que sou detetive. A verdade para nós é um princípio básico, porém meio torto, que se refrata confusamente como o vidro fragmentado. É a essência de nossa profissão, o objetivo final de cada coisa que fazemos, e os colocamos no encalço dela com estratégias meticulosamente planejadas de mentiras, subterfúgios e de todas as variações possíveis de embustes. A verdade é a mulher mais desejável do mundo e nós somos os amantes mais ciumentos, reflexivamente negando a qualquer outro seu menor vislumbre.
Apesar dos probleminhas que eu citei, No Bosque da Memória é um daqueles livros que eu gostaria que todo mundo lesse. Um dos motivos é o desfecho, apesar de ele ser um pouco confuso, o fim da história não é esperado. Gosto de surpresas.
Recomento esse livro para as pessoas que não gostam de historinhas água-com-açúcar e de finais previsíveis. Esse não é um tipo de livro para você terminar de ler e ficar feliz, definitivamente não.
  

Série Dublin Murder Squad:
No Bosque da Memória #1
Dentro do Espelho #2
O Passado é um Lugar #3
Porto Inseguro #4
The Secret Place #5 (Ainda não Lançado no Brasil)

Beijinhos da Gabi!

52 Semanas

5 coisas para se fazer no calor

fevereiro 07, 2017





  1. Morrer, óbvio.
  2. Depois do passo anterior, a segunda coisa é ficar deitada na cama o dia todo com o mínimo de roupas possível e um ventilador na cara.
  3. Tomar muita água de coco, sucos e sorvete. Tem que ter felicidade em algum momento nesses dias de inferno na Terra, então bora pra sorveteriazinha se entupir de doces gelados.
  4. Tomar vários banhos. Desculpem a falta de consciência ecológica, mas não dá pra tomar um banho só de manhã e achar eu vai ficar tudo bem o resto do dia. Acho que 4 é um número ok. 
  5. Ficar mergulhado numa piscina até a pele enrugar irreversivelmente. É a única solução possível para sobreviver a esse tipo de situação.

Brought to you by: a girl who hates summer and hot weather in general.


pensamentos

Uma série de pensamentos aleatórios e confusos

fevereiro 06, 2017

Via: VisualHunt
Outro dia (na verdade já faz um tempo, mas eu começo a maior parte das minhas histórias com “outro dia”) ... Então, outro dia escutei uma criança falando socorro mamãe porque caiu shampoo nos olhos dela e ela ficou desesperada. Isso me fez pensar que a vida adulta é um grande lavar de cabelos em que o shampoo sempre, sempre, sempre vai encontrar um jeito de cair no seu olho. A grande questão aqui é que nem sempre dá pra pedir socorro mamãe, mas principalmente que esse shampoo nunca vai ser a prova de lagrimas. Sim, eu sei, essa é uma analogia meio louca, mas é verdade.

Lembro que quando eu era bem pequena, tipo uns 4 ou cinco anos, costumávamos ir para uma praia em Santa Catarina. É claro que com essa idade meu pai ou minha mãe sempre entravam na água comigo então era quase impossível (porque eles sempre foram mega super-protetores) que eu caísse ou me afogasse.

*corta pra uma Gabriela de 08 anos levando um capote de uma onda que batia no joelho e se desesperando porque ficou encoberta por água do mar*

Quando eles começaram a me deixar ~sozinha~ na água sempre rolava aquele momento em que eu era derrubada por uma ondinha (só uma marolinha) de nada e ficava em choque achando eu estava me afogando. Eu tenho certos traumas com água. Mas enfim, aí eu saia correndo da água com o olho meio fechado e ardido por causa do sal, mas meio que indo na direção certa, gritando toalha, toalha. E lá estava a toalha, sempre a postos no momento exato em que eu esticava o meu braço...

Isso, aliás, me lembra uma situação muito comum na vida das pessoas. É lógico que pelo menos uma vez em toda a sua existência terrena você já esqueceu de levar a toalha pro banheiro. Eu faço isso direto, mas, na maioria das vezes (pequenos milagres cotidianos), lembro de voltar e pegar uma antes de entrar no chuveiro. Então, quando eu comecei a faculdade e vim morar semi-sozinha em São Paulo não tinha ninguém pra me levar a toalha caso eu esquecesse, ela não surgia magicamente ali no momento exato em que eu esticava o braço. E a vida adulta é basicamente isso. Você pode até contar com a ajuda dos seus pais ou de outras pessoas da família e até com alguns amigos, e tal, mas na maior parte das vezes - na MAIOR parte mesmo – você vai ter que se virar sozinho pra sair do banheiro - ou do mar - e pegar sua própria toalha.

O que eu quero dizer é que mesmo que o shampoo caia no seu olho e tudo fique desesperador por alguns momentos, você vai acabar encontrando um jeito de se virar e fazer alguma coisa acontecer. Eu passei anos da minha vida sendo tão negativa e pessimista que realmente nada dava certo nunca. Até que um dia eu acordei – depois de semanas, meses e anos de preparação mental – e resolvi que a partir daquele dia tentaria ver as coisas pelo lado positivo.

Não digo que eu me tornei um ser iluminado e paciente que sempre tem um sorriso no rosto e fala mansinho. Nope. O que aconteceu foi que eu passei a enxergar novas possibilidades nas desgraças adversidades. Um exemplo: sempre que eu escrevia alguma coisa eu achava que estava ruim. Nossa, que lixo. Aí, quando resolvi que ia deixar para trás a nuvem negra que cercava minha vida, passei a pensar “talvez esse não seja o melhor texto, mas me esforcei e fiz o que estava ao meu alcance nesse momento”. Basicamente comecei a mentalizar isso em todos os momentos do meu dia. Até que chegou uma hora que aquela nuvem carregada foi se dissipando e foi ficando cada vez mais fácil ver a vida com outros olhos. Nem tudo era a merda que eu sempre achei. Foi uma mudança ótima.

É claro que isso não aconteceu de uma hora para outra e que eu ainda passo pelos dias de achar tudo um grande cocô (e que o universo inteiro tem uma trama secreta contra mim, óbvio). É muito difícil enxergar beleza ou positividade na vida quando você passou a maior parte dela se intoxicando com pensamentos negativos e auto-depreciativos. É lógico, também, que cada pessoa é diferente da outra, cada um está em um momento da vida e tem sua cota de probleminhas mentais, maior ou menor que a do coleguinha, e tudo isso tem que ser levado em conta. Não é fácil levantar um belo dia, abrir a janela da cachola e deixar o sol entrar. Eu sei por experiência própria. Mas eu, no meu momento, consegui superar algumas coisas e decidi levar a vida de outra maneira. É mega difícil, mas possível.

Posso dar até umas pequenas dicas para quem já está na fase do tentar:

Primeiramente, sabe aquela limpeza que as pessoas falam que fazem no Facebook? Então, você precisa fazer uma dessas – só que de verdade – na sua vida real. Parece um discurso repetitivo, mas é sério e funciona: se afaste de pessoas toxicas.  Mas Gabi, o que são pessoas toxicas? Como identifica-las? Coisa básica: sabe aquela miga que sempre dá um jeitinho de te deixar pra baixo? Às vezes é sutil, às vezes é escancarado, mas você sempre sai com aquela sensação de tristeza/desânimo depois de conversar ou ficar perto da pessoa em questão. Outro tipo tóxico é aquele sujeito que não pode te ouvir dizendo “tô triste” que ele vem com “tá, mas eu tô mais triste porque...” CARA, isso não é uma competição, todo mundo pode ficar triste e a sua tristeza ou dificuldade não tem mais ou menos importância do que a de ninguém. Todo mundo tá sofrendo em algum nível e tudo importa sim! Se aquela miga ou migo vive tentando “competir” com os seus problemas CAIA FORA, sério. Essa é aquela galera que te faz sentir mal por estar infeliz e isso tá muito errado. Existem pessoas dispostas a ouvir de verdade e elas não vão te julgar se o seu maior problema no dia for ter perdido o ônibus. Juro.

Um segundo exercício para praticar mentalmente: tire o “não” da frente das sua frase. Exemplos: Não consigo. Não posso. Não sei. Não sou bom o suficiente. Não vai dar certo. Não vou chegar a tempo. Não vou ter coragem de apresentar esse trabalho. Dá até pra sentir uma corrente de ar pesado passando por esse parágrafo. Eu sei que é foda. Juro que sei, mas aos pouquinhos é possível reprogramar o cérebro para falar menos frases negativas e mais frases afirmativas como: Vou conseguir. Vou chegar a tempo. Vou apresentar esse trabalho da melhor maneira possível. Posso fazer isso desse ou daquele jeito. Eu sei. Eu posso. Uma vez eu li que quanto mais você conta as mesmas mentiras – CALMA, NÃO ME BATE EU JURO QUE TENHO UM PONTO – mais você consegue convencer as pessoas e você mesmo passa a acreditar que aquilo é real. Nesse caso você estaria se treinando a pensar que pode, consegue e vai dar pra fazer alguma coisa e, assim, eventualmente, você vai acreditar de verdade nisso. Comigo foi assim e as coisas começaram a dar certo mesmo.

Basicamente esses foram os dois primeiros passos que eu dei rumo a uma vida menos miserável negativa. Como eu disse, não é fácil e eu não passo 24 horas achando tudo lindo. Pelo contrário, tem dias que eu quero desistir de 99% das minhas obrigações por não me achar apta a realizá-las - e eu geralmente acho que o dia tá uma bosta. Mas quando esses pensamentos me vêm à cabeça eu tento repensar o pensamento e reformular minhas frases. É claro que tem dia que é foda e não dá mesmo, mas na maioria das vezes é possível tornar um dia ruim em um dia regular. Depois em um dia bom. E por aí vai. É um exercício diário e cansativo, mas uma hora vira hábito. Outra dica é se cercar de pessoas que também fazem a linha positiva. Ajuda bastante.

Quero reforçar aqui que eu não sou a senhora positividade good vibes (mesmo porque eu odeio com todas as minhas forças essas três palavras, puta que pariu que expressões bosta). Mas eu tento me desintoxicar de pensamentos ruins e, assim, viver um dia de cada vez de forma mais leve.

Desculpem pela verborreia, mas quem sabe essas reflexões nonsense sirvam para alguém. Fica o recado.

KEEP THAT PMA




canto de leitura

Inspirational Monday #1: Cantinhos de Leitura

fevereiro 06, 2017

Se você também é membro honorário do clube de Leitores S/A, é provável que uma das coisas que você mais ame além de livros (e marcadores!) seja o seu espaço de leitura. Eu costumo ler deitada na cama mesmo, por falta de espaço para enfiar uma poltrona no meu quarto, mas um dia ainda vou ter um cantinho digno de revista de decoração risos.

Por isso, resolvi fazer um post dedicado a este espaço tão querido ou desejado por nós leitores! 



Um papel de parede bacana é capaz de transformar qualquer espaço, além de alguns modelos serem super fáceis de aplicar (Reprodução/Pinterest)
Se você tiver bastante espaço em casa da para criar uma sala bem descolada (Reprodução/Pinterest).
Para quem gosta de cores vale misturar tonalidades e matizes, o que importa é o cantinho ter a sua cara (Reprodução/Pinterest).

Um canto bem iluminado é a melhor opção para seu espaço de leitura. Luz natural + livros = ♥ (Reprodução/Pinterest). 
Mais luz, mais livros, mais felicidade! (Reprodução/Pinterest).

Escolha uma poltrona confortável e deixe-a próxima aos livros, se possível. O catiorinho tem prioridade, não tire ele da poltorna. (Reprodução/Pinterest).

Eu passaria mais tempo dormindo do que lendo aqui, mas olha que cantinho gostoso! (Reprodução/Pinterest).

Esses futons entre paredes são a minha perdição, fica parecendo um ninho. (Reprodução/Pinterest).

*gasps loudly* (Reprodução/Pinterest).



Pinei mais alguns numa pastinha no Pinterest, aproveita e me segue por lá.

Beijinhos da Gabi!

Gabi Reads

Gabi Reads #2: Boneco de Neve (Jo Nesbo)

fevereiro 03, 2017


Boneco de Neve
Autor: Jo Nesbø
Editora: Record
Páginas: 418

Sinopse: No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

Conheci Jo Nesbo por acaso: ganhei O Boneco de Neve de presente de aniversário, em 2014 (eu acho, memória bem ruim a minha). Minha querida amiga, também leitora, resolveu escolher um livro diferente, que nós não conhecíamos, e acertou em cheio!

O livro é MUITO bom, mas, para ser bem direta, as trinta primeiras páginas são um pé no saco. Talvez outras pessoas que leram o livro possam achar que eu esteja errada, mas, enfim, são só as 30 primeiras. Depois que você ultrapassa todo o blábláblá as coisas começam a melhorar. O livro já chama a atenção por não se passar em Nova York, nem em lugar nenhum dos Estados Unidos da América. O cenário da história é Oslo, a capital - e maior cidade - da Noruega (posso ouvir um aleluia?). Porque vamos combinar que TUDO acontece nos EUA. Fim do mundo? EUA. Serial Killer? EUA. Apocalipse zumbi? EUA. Já deu né.

Outro ponto positivo do livro, e que ajuda a construir todo o suspense, é que apesar de o personagem principal ser o detetive Harry Hole e a maior parte da história se passar ao redor dele, os capítulos mostram outros pontos de vista, inclusive cenas dos assassinatos.
Além disso, a escrita de Nesbo é tão maravilhosa que o leitor é transportado para dentro das páginas. É daqueles livros que você consegue construir uma imagem mental perfeita (tem umas cenas muito cheias de detalhes que são megadesnecessários, e outras que poderiam ter sido mais descritivas e não foram, mas ainda assim é muito bom). Mais um diferencial: em Boneco de Neve ninguém é o fodão-sabe-tudo, o Harry Hole não é um deus grego e não há romances desnecessários. É um livro frio como o inverno de Oslo.

Apesar de ser o 7º livro de uma série, não há muitas menções às histórias anteriores, só fica aquela curiosidade sobre a vida pessoal de Hole, que nesse livro tenta se manter sóbrio. Aliás, o equilíbrio emocional do detetive é um ponto chave para a investigação. Nesse volume, o policial é acionado para investigar o desaparecimento de uma mulher.  A única pista é um boneco de neve deixado na frente da casa da vitima com uma echarpe enrolada no pescoço. Na sequência, outra mulher some sem deixar vestígios e Harry se vê numa corrida contra o tempo para capturar um assassino inteligente e calculista.

– O que você disse?  – perguntou em voz alta.
Ele repetiu, mas ainda não deu para ouvir. Ela baixou o volume do rádio enquanto guiava em direção à rua principal e ao rio que cortavam a paisagem como duas tarjas negras, de luto. E se sobressaltou ao perceber que o garoto havia se inclinado para ficar entre os dois bancos da frente. Sua voz soou como um sussurro seco no ouvido de Sara. Como se fosse importante que ninguém mais os ouvisse:
– Nós vamos morrer.

Posso dizer que amei o livro, é um daqueles que te deixa de cabelo arrepiado com o suspense. A leitura é muito fluida e a história é interessante, assim como os fatos se encaixam perfeitamente no final, sem deixar pontas soltas. A solução do caso é CHEIA de surpresas e isso me agradou bastante. Faltando umas 20 ou 30 páginas para o livro acabar, as coisas que deveriam terminar não terminavam e surgiam novos detalhes. Só matei a charada nas últimas páginas. Acho que meio segundo antes do detetive risos. Adoro descobrir as coisas antes do personagem, mas gosto mais quando é difícil, como nesse caso. Posso dizer amei esse livro e já li "O Morcego", que é o primeiro da série, logo deixo meus comentários sobre ele também. Quero ler todos!


Super recomendo!

Série Harry Hole por ordem cronológica:

O Morcego #1
Baratas #2
Garganta Vermelha #3
A Casa da Dor #4
A Estrela do Diabo #5
O Redentor #6
Boneco de Neve #7
O Leopardo #8

Você já leu esse livro? Deixe um comentário me contando o que achou.



Beijinhos da Gabi!

52 Semanas

Coisas (meio banais) que me deixam feliz...

fevereiro 03, 2017



1. Livros
Se você já leu alguma das coisas que escrevi aqui, deve ter notado que eu falo MUITO sobre livros. Eu realmente amo livros e tudo que esteja relacionado a esse universo, eles me acompanham desde a infância e foram, tipo, meus melhores amigos por um bom tempo (alerta clichezão). Eu adoro cheiro de livros, marcadores de páginas, capas com diferentes texturas, edições especiais, ler sobre livros, etc., etc., etc... E amo ler, é claro! É só entrar numa livraria (ou biblioteca, mas esse eu faço menos/não faço há algum tempo) que meus olhos começam a brilhar e eu pareço criança em loja de doces. Então, se quer me ver feliz, me dá um livro (ou um marcador, eu coleciono 😉).

2. Comida
Em grandes quantidades principalmente. Eu adoro comer. Tipo, de verdade. Se você me oferecer comida eu provavelmente vou aceitar. Vivo fazendo umas dietas meio malucas/tentando uma reeducação alimentar e tal, mas não fico passando vontade (não mais, já tive épocas de ficar sofrendo contando calorias, é uma morte horrível). Acho que consigo fazer um Top 5: Hambúrguer (artesanal, obviously, mas curto um BK que, olha, não tá escrito); comida japonesa (rodízios são uma espécie de paraíso pra mim); pizza; comida árabe e comida mexicana. Ok, eu dei uma trapaceada com os tipos, mas me deixa.

3. Seriados
E maratonas. Eu a-m-o pegar um dia pra assistir vários episódios (ou uma temporada inteira, não me julguem) de alguma série. É como um ritual: faço uma panelona de pipoca, brigadeiro (nos dias mais gordos) e faço um ninho de travesseiros na cama. É a melhor coisa da vida. Uma das. Mas vocês pegaram o espírito. Nas férias sou capaz de passar dias sem sair de casa, assistindo trocentos episódios sem parar. 

4. Música
Não sou daquelas pessoas que fica 24 horas de fone de ouvido, (1) porque me sinto meio surda quando faço isso e (2) porque dou uma enjoada de ficar escutando músicas o tempo todo. Mas o legal da música é que ela une as pessoas através de um interesse comum. Além disso, ela proporciona uma coisa chamada SHOWS (se você escuta bandas relativamente ativas e que costumam vir ao Brasil, o que é meu caso, mas não muito). Adoro ficar horas numa fila pra depois perder a voz gritando loucamente. É terapêutico. 

5. Fazer doces
Sou péssima cozinheira. Tipo, ruim mesmo. Qualquer tentativa de cozinhar o mais básico arroz resulta numa coisa sem sal (literalmente). Porém, nem tudo está perdido afinal fazer doces também se encaixa na categoria “cozinhar”. Tudo bem que eu não faço isso com muita frequência (por dois motivos básicos: preguiça e miga não dá pra fazer/comer um bolo por semana e achar que vai ficar tudo bem). Gosto de tentar receitas complicadas, mas também gosto de fazer o básico tipo bolos.  


cidade

Infarto no Ônibus

fevereiro 03, 2017



Resolvi postar uns textos antigos/ que produzi durante a faculdade/ novos. Vou postando mais conforme me der na telha, mas este daqui é um dos meus preferidos. Presenciei essa cena um dia e achei que valia dar aquele toque literário para um evento cotidiano tão banal, que às vezes passa batido até mesmo pela frequência com que acontece. Tem uma pitadinha de humor e um tiquinho de ironia.

Escrito originalmente em: 20/fev/2014
Por Gabriela Zanardo de Sanctis

Infarto no ônibus

 São Paulo, 32ºC de fevereiro, de 2014. Em um ponto de ônibus qualquer na Eliseu de Almeida. 
Dona Maria adentra o ônibus lotado gritando imprecações ao motorista que, segundo ela, está atrasado. Uma dor de cabeça começa imediatamente a se instalar em minhas têmporas, protestando contra o som estridente daquela voz que não para de discutir.
– Isso são horas, motorista?
– E a culpa é minha, dona? Não tem ônibus!
A irritada senhora continua caminhando, ou melhor, marchando, até o fundo do ônibus. Os outros passageiros trocam olhares de assombro, indignados com tamanha falta de educação. O coletivo segue seu caminho, mas a irritada Maria não está satisfeita. Continua derramando suas lamurias e descontentamentos nos inocentes passageiros que só queriam chegar em suas casas em paz.
– Você não tá nem ai porque não tem que bater ponto! Isso é um absurdo! Tá atrasado. Só passa uma linha aqui nessa merda, não tem mais nenhuma e você chega atrasado.
O pobre do cobrador, um rapaz de no máximo 22 anos, não sabe o que fazer, perdido no meio do fogo cruzado. Solidarizo-me com seu desespero e tento enviar uma mensagem de “tudo ficará bem” com o olhar. Um senhor de aproximadamente 60 anos, com sotaque português, também percebe o desconforto do rapaz e inicia uma conversa sobre como as pessoas eram mais educadas no tempo dele. A viagem continua. Uma pessoa desce, sete sobem.  O calor intenso faz aquela carcaça de metal parecer uma lata de sardinhas sendo cozida numa panela de pressão.
Quando a paz parecia reestabelecida, surge no horizonte um letreiro laranja. Dona Maria parece pressentir que algo grande está se aproximando. Sua cabeça gira para trás. Todos no ônibus prendem a respiração ao mesmo tempo. Alguém suspira.  Um grunhido escapa da garganta da senhora e aquela voz estridente, carregada de ódio, volta a soar.
– Não tem ônibus? Como assim você me diz que não tem ônibus? Olha só aqui, outro 702! Que absurdo! Você tá atrasado!
– Tô atrasado não, senhora.
– Não. Minha vó que tá atrasada. Idiota! Ai que raiva!
Meu ponto está próximo, mas tenho medo até de passar perto da mulher. Engolindo meus temores, consigo chegar até a porta. Dou sinal. Só mais um pouco, penso, logo estarei livre dessa situação constrangedora.
As pessoas olham de cara feia para mulher s de cara amarrada. Algumas comentam entre si, outras murmuram palavras como “barraqueira”, “mal-educada” e outros adjetivos, com a intenção de serem ouvidas. O ônibus para. Desço rapidamente os dois degraus que me separam da liberdade, mas consigo escutar uma última frase antes de a porta se fechar atrás de mim:

– Nossa que ódio. Eu vou acabar infartando de nervoso nesses ônibus. Idiota!

Agatha Christie

17 livros para ler em 2017

fevereiro 01, 2017




Assim como qualquer bom leitor de posts na internet, eu amo listas. (Um beijo para o Buzzfeed). A-M-O. Sim. Basicamente tenho várias coisas listadas e isso tem se intensificado depois que eu comecei a usar o Bullet Journal (talvez eu faça um post sobre isso). Listas são muito práticas para organizar a vida, coisa que eu venho tentando fazer, porque é só bater o olho ali no papel (ou na tela) que você já sabe o que tem que fazer no dia (ou, nesse caso, ler nos próximos meses).

Esse ano minha lista de leitura conta com 66 livros até o momento, dos quais 60 são livros que eu já tenho (alguns há vários anos) e ainda não li. Mas, como a vida precisa de prioridades, resolvi escolher 17 que estão no topo da minha lista esse ano.

Vamos lá!



O Lar da Srtª  Peregrine Para Crianças Peculiares
Cidade dos Etéreos
Biblioteca de Almas
Contos Peculiares
Autor: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas no total: 1,360

Era para eu ter lido antes do filme sair, mas não rolou. Ai eu assisti ao filme ano passado, mas fiquei enrolando para ler o primeiro livro, então agora vou ler a coleção em sequência (também porque minha memória é bem ruim, então é melhor ler tudo de uma vez).



Eldest
Brisingr
Autor: Christopher Paolini
Editora: Rocco
Páginas no Total: 1,362

Mais dois exemplares da série livros-que-eu-tenho-há-uma-vida-mas-não-li. Eldest já cheguei na página 80 em umas três tentativas, em anos diferentes. Mas esse ano vai. Não coloquei o 4º livro aqui porque ele eu não tenho e não sei se vou comprar, então vou me ater a metas possíveis risos.



O Escorregador de Gelo
A Gruta Gorgônea
O Penúltimo Perigo
O Fim
Autor: Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Páginas no Total: 1,200

Mais um combo de livros para ler em sequência. Estes fazem parte da coleção Desventuras em Série. Eu tenho um looongo histórico com esses livros, sendo que tive contato com eles pela primeira vez aos 10 anos, na biblioteca da escola. Li até o 9º livro e depois parei. Agora, depois de assistir à série da Netflix fiquei com vontade de voltar a este universo.


Os Doze
Autor: Justin Cronin
Editora: Arqueiro
Páginas: 592

Esse é o segundo livro da trilogia “A Passagem”. Li o primeiro livro em 2013 e gostei muito, apesar de ser uma leitura um pouco tediosa em algumas partes. Talvez eu tenha que reler alguns trechos do primeiro volume para relembrar algumas partes importantes da história, vamos ver.


Doutor Sono
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 475

Peguei gosto por ler SK depois de “Novembro de 63”, que é um livro que recomendo muito. Apesar de quase passar mal de medo com a leitura, um livro de SK é uma verdadeira aula de como escrever bem ficção. Enquanto lia “O Iluminado” teve uma noite em que eu precisei dormir com a luz do quarto acesa. Sim. Foi nesse nível. Aí aprendi que não dá pra ler SK de madrugada. Então Doutor Sono será lido somente durante o dia risos.


A Coisa
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 1103

Mais um do tio Stephen. A Coisa é tipo um desafio porque ele é um livro enorme e de terror, mas vou conseguir, tenho certeza.


A Mansão Hollow
Morte na Mesopotâmia
Um Corpo na Biblioteca
Morte no Nilo
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Páginas no Total: 934

Sempre amei Agatha Christie, mas depois que a Nova Fronteira lançou aqueles boxes lindos fiquei enlouquecida para ler tudo. Tenho os dois primeiros boxes só (acho que são 6), e me falta ler esses quatro volumes.

Bom, prioridades definidas, só me falta começar a ler, porque janeiro foi um mês bem pobrinho de leituras. Pretendo melhorar isso!
E você, também tem um livro (ou alguns livros) que está no topo da lista de leituras desse ano? Então comenta aqui, sou curiosa risos.


Beijinhos da Gabi!